REPRESENTANTES INTERNACIONAIS COMENTAM EXPERIÊNCIAS DE SEUS PAÍSES
Representantes de entidades internacionais discutem sobre impacto da crise mundial no Brasil e América Latina, Ângela Rifo, da ANEF, e Carbone, representante da FENTRASEP debateram o tema.
Em continuidade à discussão sobre os Impactos da Crise Mundial no Brasil e na América Latina, Angela Rifo, representante da ANEF (Agrupamento de Empregados Fiscais do Chile), ressaltou que a crise econômica mundial é a responsável pelos maiores índices de desigualdade já vistos. Segundo ela, a crise chegou no momento em que as mulheres davam os primeiros passos para eliminar a discriminação.
Para Rifo, a crise agravou a situação dos trabalhadores e trabalhadoras como um todo. E alertou: o desemprego cresce e não há duvidas de que continuará a aumentar. A crise econômica mundial levou empresas a reduzir o quadro funcional devido ao declínio do capitalismo. Tudo isso resultado da incapacidade de sustentar por mais tempo o modo como funciona o capital especulativo, disse a chilena. Rifo defende propostas direcionadas à distribuição da riqueza, ao fortalecimento da educação e da saúde pública.
Para Servando Carbone, representante da Fentrasep (Federação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público da Venezuela), os servidores públicos devem lutar contra a exploração imposta pelo capitalismo. “Não podemos permitir que ocorra o que já é de conhecimento de todos e que aqueles que vivem do suor dos trabalhadores continuem a nos explorar”.
Segundo ele, o povo venezuelano está construindo o socialismo como projeto principal para garantir à classe trabalhadora a plena realização necessária ao ser humano. “A classe trabalhador na Venezuela ocupa a cada dia o espaço a que tem direito. Os venezuelanos já deixaram claro que não se curvarão ao capitalismo”, afirmou.
Carbone enfatizou que o movimento sindical precisa ser fortalecido e que os trabalhadores não devem pagar a conta por uma crise que não é deles.
Durante o debate, os delegados da Conferência reforçaram a necessidade de resistência aos ataques que a classe trabalhadora vem sofrendo em todo o planeta.
CSPB/SECOM