Dezenas de jornalistas, assessores de imprensa e sindicalistas participaram, nesta quarta-feira (21), na sede da UGT, em São Paulo, do Seminário Nacional de Comunicação das centrais sindicais - CTB, CUT, Força Sindical, UGT, CGTB e NCST. O evento formalizou uma pauta unificada, dos trabalhadores para a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que será realizada entre os dias 14 a 17 de dezembro, em Brasília.

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Destaques Publicado: 22/10/2009 | 10:11

CENTRAIS SINDICAIS FECHAM PROPOSTAS PARA 1ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE COMUNICAÇÃO

Dezenas de jornalistas, assessores de imprensa e sindicalistas participaram, nesta quarta-feira (21), na sede da UGT, em São Paulo, do Seminário Nacional de Comunicação das centrais sindicais - CTB, CUT, Força Sindical, UGT, CGTB e NCST. O evento formalizou uma pauta unificada, dos trabalhadores para a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que será realizada entre os dias 14 a 17 de dezembro, em Brasília.

Dezenas de jornalistas, assessores de imprensa e sindicalistas participaram, nesta quarta-feira (21), na sede da UGT, em São Paulo, do Seminário Nacional de Comunicação das centrais sindicais - CTB, CUT, Força Sindical, UGT, CGTB e NCST.

O evento formalizou uma pauta unificada, dos trabalhadores para a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que será realizada entre os dias 14 a 17 de dezembro, em Brasília.

Participaram dos debates cerca de 40 sindicalistas, além de entidades ligadas à democratização da mídia.

O principal fruto do seminário foi um acordo de ação conjunta. Na Confecom, todas as centrais vão defender uma mesma agenda de lutas, com sete propostas:

1. Fortalecer a rede pública de comunicação;
2. Estabelecer um novo marco regulatório para o setor;
3. Fortalecer as rádios e TVs comunitárias e combater a repressão do Estado a essas mídias;
4. Ampliar e massificar a inclusão digital, com banda larga para todos;
5. Fixar novos critérios para a publicidade oficial;
6. Elaborar novas formas de concessão pública;
7. Exercer controle social.

Antes das exposições, o jornalista Altamiro Borges, o Miro, editor do portal Vermelho e autor do livro A Ditadura da Mídia, fez uma breve intervenção sobre o panorama atual do mundo das comunicações.

Convidado pelas centrais, Miro enalteceu a relevância da Confecom. "Pela primeira vez se debate comunicação no Brasil, e essa é nossa primeira vitória", declarou.

"Basta dizer que a Saúde já realizou 13 conferências, e numa delas nasceu o Sistema Único de Saúde".

Para Eduardo Navarro, secretário nacional de Comunicação da CTB, é necessário que o movimento sindical construa propostas comuns que efetivamente sirvam para a democratização da comunicação. Navarro também disse desejar que o evento seja reproduzido em todos os estados.

"A conferência é um fórum privilegiado para as centrais atuarem em conjunto, levando bandeiras que ampliem os espaços de participação da sociedade nos meios de comunicação".

Já Sebastião Soares, da NCST, destacou a unidade consolidada entre as centrais nos últimos anos.

"O sindicalismo tem marchado unido em questões importantes como salário mínimo, jornada de 40 horas, redução dos juros e fim do fator previdenciário. Essa unidade é imprescindível agora na definição de um tema tão estratégico quanto a comunicação", afirmou.

Segundo ele, "o avanço da democracia exige a democratização da comunicação, que hoje atende apenas os interesses do grande capital".

Rosane Bertotti, secretária nacional de Comunicação da CUT, fez um histórico das ações do movimento social, argumentando - como Miro - que a própria realização da Confecom já é uma conquista.

Por outro lado, a sindicalista condenou a postura dos empresários diante desse debate: "Eles querem fazer uma conferência que atenda apenas a seus interesses empresariais. É covardia a ameaça dos patrões da mídia de não participar da conferência".

 

Fonte: Vermelho, com agências e centrais sindicais.

Fotos: NCST e UGT.

 

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