Destaques Publicado: 9/12/2009 | 18:06

PELA LIBERDADE SINDICAL MPT CONVOCA CENTRAIS

Centrais Sindicais são recebidas pelo Procurador Geral do Trabalho. Encontro define criação de Comissão que vai formalizar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), onde o objetivo será neutralizar exageros de procuradores em alguns estados e municípios, permitindo que todos tenham uma conduta consensual em todo o país. “O sindicato exerce um papel importante no Brasil... ”, Otávio Brito, procurador Geral do MPT.

Liberdade Sindical. Esta é a “palavra de ordem” dentro do Ministério Público do Trabalho. Na tarde desta quarta-feira(9), em Brasília, o Procurador Geral do Trabalho, Otávio Brito, recebeu representantes das Centrais Sindicais para tratar do Tema.

O MPT entende que a liberdade sindical está entre as prioridades na atuação do órgão. “Uma sociedade efetivamente democrática deve conviver com as estratégias legítimas adotadas pelos representantes dos trabalhadores para assegurar o trabalho digno e decente e a cidadania no ambiente de trabalho.” Defende o procurador.

A reunião contou com a participação das seis Centrais; NCST, CUT, FORÇA SINDICAL, CGTB e CTB e o deputado federal Roberto Santiago (PV-SP). A convocação do MPT veio em boa hora, mas segundo o procurador não foi em conseqüência à visita das centrais à se de da OIT (Genebra), em novembro, quando houve denúncias das entidades sindicais sobre ingerências dos MPT’s nos sindicatos em diversos municípios e estados. A idéia é propor um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). “Alguns procuradores tem exagerado nas cobranças aos sindicatos, e isso é um grande risco de destruição das entidades de trabalhadores, e isso inclusive já tem acontecido, e os trabalhadores acabam perdendo direitos.” Disse Paulinho, que no ato representou a Força Sindical.
 
A pressão que os sindicatos tem sofrido do MPT nos estados e municípios tem sido preocupação constante dos sindicalistas. “É uma pressão muito grande que as entidades sindicais estão sofrendo, sobretudo os sindicatos, esse entendimento é extremamente necessário até mesmo para que haja coerência nas iniciativas dos procuradores, claro que quando ocorre de alguma entidade extrapolar tem que ser tomado providência, afinal de contas é o papel deles”, disse Calixto (foto com Otávio Brito), presidente da NCST.

Comissão

Foi a primeira reunião envolvendo as Centrais, outras devem acontecer antes que o Termo seja definido, para tanto, será montada uma Comissão constituída de integrantes do Ministério e das Centrais Sindicais. “É importante que todos os procuradores tenham uma visão comum, o TAC vai contribuir para isso, e esperamos que a Comissão se organize o mais rápido possível para que tenhamos consenso nas decisões”, disse o presidente da CGTB, Antônio Neto.

Ricardo Patah reconheceu a importância na atuação do MP, mas advertiu sobre a indução do trabalhador ao não fortalecimento dos sindicatos, pois existe a oposição das empresas. “Os sindicatos dão a oportunidade para que o trabalhador não seja lesado, mas as empresas induzem os trabalhadores a assinar a carta de oposição para o sindicato não fazer o acerto. O Ministério Público do Trabalho está dando uma demonstração efetiva de estar junto dos interesses da sociedade, uma das missões do MPT é ser guardião das leis, equilibrando as leis do capital e trabalho,” disse o presidente da UGT.

Para o Procurador Otávio Brito a reunião foi positiva. “São dois momentos, primeiro, a oportunidade de aproximação do Ministério Público com a sociedade organizada, em especial a representação dos trabalhadores, em segundo, saber lidar com um problema crônico que já vem se arrastando há anos, que é a contribuição assistencial, espero que com o TAC definido consigamos sanar esta questão.” Brito também destacou a importância do sindicato para o trabalhador brasileiro. “O sindicato exerce um papel importante no Brasil e no regime democrático. É importante o fortalecimento das entidades e a participação ativa dos trabalhadores na vida dos sindicatos”, finalizou Brito.

Durante a reunião o deputado Paulinho colocou o Procurador Geral em contato com o ministro do trabalho, Carlos Lupi, e os dois conversaram por alguns instantes sobre a necessidade de uma medida para manter o bom andamento dos trabalhos dos sindicatos.
 
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CSPB-SECOM





















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