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Publicado: 11/02/2010 | 13:24
ASSÉDIO MORAL NA POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL. CSPB PREPARA DENÚNCIA À COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DA CÂMARA DOS DEPUTADOS E AO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA
Bem que a CSPB tentou um diálogo para solucionar o assédio moral que tem ocorrido dentro da instituição, mas infelizmente não houve retorno quanto à denúncia. Presidente da CSPB diz que a entidade vai à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. “Em um primeiro momento sempre procuramos um diálogo, mas se não acontece a disposição da outra parte o rumo das coisas começam a mudar...”, João Domingos Gomes dos Santos, presidente da CSPB.O problema é crônico, afeta o psicológico, emocional e principalmente o moral. A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil foi procurada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Estado do Rio de Janeiro (SINDISERF), para denunciar o assédio moral que servidores administrativos da Polícia Rodoviária Federal tem sofrido. “Recorremos à CSPB pelo fato de ser a instância maior que responde pela defesa do servidor público no âmbito sindical, e de imediato tivemos a atenção do presidente Domingos que já está tomando as providências”, disse a presidente.
Denúncia veio do Rio de Janeiro
O primeiro contato com a CSPB aconteceu em 14 de janeiro quando a presidente do Sindicato, Maria Helena, acompanhada de dois diretores da entidade vieram à Brasília para denunciar o assédio. No dia 15 aconteceu uma reunião entre os sindicalistas e o Superintendente de Recursos Humanos da PRF, Sérgio Max Basto Lins, na sede do órgão. Um dos diretores do SINDISERF presente na reunião, Nilson Gomes, hoje aposentado, foi vítima de assédio moral na instituição quando atuou no quadro de servidores da PRF. “À época foi algo que despertou em mim uma revolta muito grande, foi quando o meu superior criou situações inexistentes a ponto de abrir um processo para a minha demissão da instituição, recorri da decisão provisória, que atendia à solicitação desse superior, até conseguir ser absolvido pelo ministro da Justiça na ocasião”, disse Nilson. Paralelo ao sofrimento de Nilson, Jair Jorge sentiu literalmente na pele o assédio moral. “Racismo. Foi o que me ocorreu, enquanto servidor administrativo da PRF. Cheguei para trabalhar e simplesmente a minha mesa não estava mais na sala, sendo informado que não trabalhava mais no setor, questionei a inspetora sobre o motivo e ela simplesmente me disse que não tinha motivo específico e que era para eu encontrar um outro local pois não me queria no departamento”, disse o servidor.
Inspetor confirma assédio moral
Em um determinado momento da reunião o inspetor confirmou que acompanhou o problema de Nilson. “Você foi vítima de assédio moral, eu testemunhei”, disse Max. Diante da denúncia o inspetor se prontificou a resolver a questão, se comprometendo em agendar uma reunião com a superintendência no Rio, mas passado um mês não se cumpriu o compromisso.
Em episódio recente o servidor Moisés Marques, da 5ª Superintendência de Polícia Rodoviária Federal do RJ, lotado no Núcleo de Acidente, passou por uma situação inusitada, a PRF realiza uma avaliação das funções desempenhadas pelos servidores. “Nesta avaliação o superior avalia várias circunstancias na conduta do servidor administrativo e a nota mínima é 1, percebi que estava sofrendo perseguição e isto se confirmou quando vi o resultado da minha avaliação, fiquei com uma nota que nem existe, menos de 1, e fui considerado o pior servidor do país, foi um exemplo de exposição e humilhação a que fui submetido”, lamenta Moisés. O problema mais grave é que o servidor recorreu da avaliação, a mesma teria que ser encaminhada ao Departamento de Recursos Humanos, em Brasília, e por algum motivo, até hoje não chegou”. “Ainda não temos nada aqui”, confirmou Sérgio Max.
Instauração da Comissão Especial
A CSPB vai criar no mês de abril a Comissão Especial sobre Assédio Moral, a atitude é para neutralizar o problema, que segundo o presidente não se restringe ao Rio de Janeiro. “É um problema crônico. Em um primeiro momento sempre procuramos um diálogo, mas se não acontece a disposição da outra parte o rumo das coisas começam a mudar. É lamentável esse episódio estar acontecendo dentro da PRF, quero deixar claro que acredito ser um fato isolado, o órgão goza de conceitos acima da média, mas infelizmente algumas pessoas ali dentro conseguem macular a imagem da instituição, vamos encaminhar a denúncia à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e também ao Ministério da Justiça. Nossa Comissão estará voltada para cobrar atitudes fundamentadas, inclusive punição para o assediador”, disse João Domingos.
Na última segunda-feira (8), Maria Helena, que também é diretora da CSPB, retornou à Brasília, e em reunião com o presidente João Domingos e os diretores Fernando Borges e Rudney Carvalho, decidiram tomar as providências. “Vamos às últimas instâncias se for necessário, o que não vamos admitir é esta violência moral, que na minha opinião, é um dos piores males da relação de trabalho”, disse Borges. “Esse doente corporativo tem que ser penalizado e nós da CSPB vamos sempre dar prioridade às causas pertinentes ao assédio moral, principalmente por entender que no serviço público tem se transformado num câncer, destruindo a dignidade humana acima de tudo”, disse Rudney.
SECOM-CSPB
Denúncia veio do Rio de Janeiro
O primeiro contato com a CSPB aconteceu em 14 de janeiro quando a presidente do Sindicato, Maria Helena, acompanhada de dois diretores da entidade vieram à Brasília para denunciar o assédio. No dia 15 aconteceu uma reunião entre os sindicalistas e o Superintendente de Recursos Humanos da PRF, Sérgio Max Basto Lins, na sede do órgão. Um dos diretores do SINDISERF presente na reunião, Nilson Gomes, hoje aposentado, foi vítima de assédio moral na instituição quando atuou no quadro de servidores da PRF. “À época foi algo que despertou em mim uma revolta muito grande, foi quando o meu superior criou situações inexistentes a ponto de abrir um processo para a minha demissão da instituição, recorri da decisão provisória, que atendia à solicitação desse superior, até conseguir ser absolvido pelo ministro da Justiça na ocasião”, disse Nilson. Paralelo ao sofrimento de Nilson, Jair Jorge sentiu literalmente na pele o assédio moral. “Racismo. Foi o que me ocorreu, enquanto servidor administrativo da PRF. Cheguei para trabalhar e simplesmente a minha mesa não estava mais na sala, sendo informado que não trabalhava mais no setor, questionei a inspetora sobre o motivo e ela simplesmente me disse que não tinha motivo específico e que era para eu encontrar um outro local pois não me queria no departamento”, disse o servidor.
Inspetor confirma assédio moral
Em um determinado momento da reunião o inspetor confirmou que acompanhou o problema de Nilson. “Você foi vítima de assédio moral, eu testemunhei”, disse Max. Diante da denúncia o inspetor se prontificou a resolver a questão, se comprometendo em agendar uma reunião com a superintendência no Rio, mas passado um mês não se cumpriu o compromisso.
Em episódio recente o servidor Moisés Marques, da 5ª Superintendência de Polícia Rodoviária Federal do RJ, lotado no Núcleo de Acidente, passou por uma situação inusitada, a PRF realiza uma avaliação das funções desempenhadas pelos servidores. “Nesta avaliação o superior avalia várias circunstancias na conduta do servidor administrativo e a nota mínima é 1, percebi que estava sofrendo perseguição e isto se confirmou quando vi o resultado da minha avaliação, fiquei com uma nota que nem existe, menos de 1, e fui considerado o pior servidor do país, foi um exemplo de exposição e humilhação a que fui submetido”, lamenta Moisés. O problema mais grave é que o servidor recorreu da avaliação, a mesma teria que ser encaminhada ao Departamento de Recursos Humanos, em Brasília, e por algum motivo, até hoje não chegou”. “Ainda não temos nada aqui”, confirmou Sérgio Max.
Instauração da Comissão Especial
A CSPB vai criar no mês de abril a Comissão Especial sobre Assédio Moral, a atitude é para neutralizar o problema, que segundo o presidente não se restringe ao Rio de Janeiro. “É um problema crônico. Em um primeiro momento sempre procuramos um diálogo, mas se não acontece a disposição da outra parte o rumo das coisas começam a mudar. É lamentável esse episódio estar acontecendo dentro da PRF, quero deixar claro que acredito ser um fato isolado, o órgão goza de conceitos acima da média, mas infelizmente algumas pessoas ali dentro conseguem macular a imagem da instituição, vamos encaminhar a denúncia à Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e também ao Ministério da Justiça. Nossa Comissão estará voltada para cobrar atitudes fundamentadas, inclusive punição para o assediador”, disse João Domingos.
Na última segunda-feira (8), Maria Helena, que também é diretora da CSPB, retornou à Brasília, e em reunião com o presidente João Domingos e os diretores Fernando Borges e Rudney Carvalho, decidiram tomar as providências. “Vamos às últimas instâncias se for necessário, o que não vamos admitir é esta violência moral, que na minha opinião, é um dos piores males da relação de trabalho”, disse Borges. “Esse doente corporativo tem que ser penalizado e nós da CSPB vamos sempre dar prioridade às causas pertinentes ao assédio moral, principalmente por entender que no serviço público tem se transformado num câncer, destruindo a dignidade humana acima de tudo”, disse Rudney.
SECOM-CSPB
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