Destaques Publicado: 1/05/2010 | 00:00

DIA MUNDIAL DO TRABALHO

Neste 1º de maio, a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) comemora o Dia dos Trabalhadores. Uma data que começou como motivo para protestos e manifestações públicas e hoje é festejada com diversão. Em muitos países, inclusive no Brasil, o dia é feriado nacional.

Muitas pessoas enxergam o trabalho como uma carga ou obrigação que precisam exercer para sobrevivência. Outros, entretanto, acreditam que o trabalho é uma forma de terapia. Frases como “só o trabalho constrói”, “o trabalho dignifica o homem”, “quem faz do trabalho o seu maior prazer, é mais feliz” retratam a importância do trabalho na vida do ser humano, reconhecimento mostrado há muitas gerações.

Neste 1º de maio, celebramos o dia dedicado a este indivíduo: o trabalhador. Uma data que começou como motivo para protestos e manifestações públicas e hoje é festejada com diversão. Em muitos países, inclusive no Brasil, o dia é feriado nacional.

O ato de trabalhar contribui não só para quem está recebendo o fruto daquele serviço realizado, mas também para que realiza o ofício, visto que o trabalhador ganha espaço e importância no meio onde vive. E não pode haver “tamanho” ou comparações nessa estima. Todas as pessoas, cada uma na sua profissão, são igualmente necessárias. A comunidade depende tanto de engenheiros e médicos quanto de pedreiros, padeiros e agricultores.

A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) parabeniza a todos os trabalhadores pelo dia de hoje e incentiva a comemoração. “O dia do Trabalhador foi, durante muitas décadas, momento exclusivamente de protestos, onde os trabalhadores acreditavam que não tinham o quê comemorar. Mas agora estamos construindo algo diferente, que aponta para outro momento. Estamos recém saídos de uma das maiores crises mundiais, mais unidos e mais fortes, evoluímos de um ambiente unitário para um ambiente de consenso, que tem permitido as grandes vitórias da categoria”, disse o presidente da CSPB, João Domingos.

E para os servidores públicos, essa comemoração deste ano vem com um gostinho especial, com a ratificação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que confere vários direitos até então só garantidos para o setor privado, como organização sindical, negociação coletiva e direito legal à greve.

A conquista foi importante, mas a luta da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) é contínua. Primeiro, porque ainda faltam os passos mais importantes para a legalização da Convenção 151. Segundo, porque, apesar dos salários oferecidos nos concursos, as relações de trabalho no serviço público ainda desestimulam muita gente a entrar nesse meio.

A busca por melhores condições de trabalho e de remuneração no serviço público é também a luta pela qualidade do que é oferecido à população. A base para o trabalho do servidor público brasileiro é a sociedade, o cidadão, e não o governo inconsistente e inoperante em constante fase de mutação. A CSPB está ao lado do servidor público e luta para manter os direitos já conquistados e alcançar novos.

É necessário melhorar a infra-estrutura de atendimento ao cidadão, os locais de trabalho e os salários. É preciso que o governo federal reconheça e pague o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) dos antigos celetistas, para corrigir uma injustiça de 20 anos. Enfim, os desafios são muitos, mas os servidores já provaram que têm capacidade de organização e mobilização. A luta engrandece ainda o movimento sindical dessa classe trabalhista.

O Dia do Trabalhador é um marco para o serviço privado, que há exatamente 67 anos ganhou a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Os milhares de trabalhadores brasileiros que está no serviço privado merecem, portanto, as nossas mais sinceras congratulações pelo dia de hoje e pelas conquistas adquiridas.

UM POUCO DE HISTÓRIA

Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago, nos Estados Unidos da América. O protesto tinha por objetivo reivindicar a redução da jornada de trabalho para oito horas diárias e contou com a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA . No dia 3 de maio, houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes.

No dia seguinte, 4 de maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu, então, fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.

Três anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista (organização global de partidos social-democratas, socialistas e trabalhistas), reunida em Paris, decidiu, por proposta de Raymond Lavigne, convocar anualmente uma manifestação com o objetivo de lutar pela jornada diária de oito horas.

Em 1º de Maio de 1891, a polícia francesa dispersou uma manifestação no norte do pais, resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serviu para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclamou a data como Dia Internacional de Reivindicação de Condições Laborais.

Em 23 de Abril de 1919, o senado francês ratificou o dia de 8 horas e proclamou o dia 1º de Maio feriado. Em 1920, a Rússia adotou o 1º de Maio como feriado nacional e o exemplo foi seguido por muitos outros países. Hoje, sob a designação de Dia do Trabalho, são feitas comemorações em quase todos os países do mundo, com pequenas variantes quanto à data.

Apesar de até hoje os estadunidenses se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores estadunidenses conseguiu que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para oito horas diárias.

NO BRASIL

Até o início da Era Vargas (1930-1945), certos tipos de agremiação dos trabalhadores fabris eram bastante comuns, embora não constituíssem um grupo político muito forte, dado a pouca industrialização do país.

Esta movimentação operária tinha se caracterizado em um primeiro momento por possuir influências do anarquismo e mais tarde do comunismo, mas com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, foi gradativamente dissolvida e os trabalhadores urbanos passaram a ser influenciados pelo que ficou conhecido como trabalhismo.

Até então, o Dia do Trabalhador era considerado por aqueles movimentos anteriores (anarquistas e comunistas) como um momento de protesto e crítica às estruturas sócio-econômicas do país. A propaganda trabalhista de Vargas, sutilmente, transformou um dia destinado a celebrar o trabalhador no Dia do Trabalhador. Tal mudança, aparentemente superficial, alterou profundamente as atividades realizadas neste dia pelos trabalhadores.

Atualmente, esta característica foi assimilada até mesmo pelo movimento sindical: tradicionalmente a Força Sindical (uma organização que congrega sindicatos de diversas áreas, ligada a partidos como o PDT) realiza grandes shows com nomes da música popular e sorteios de casa própria.

Aponta-se que o caráter massificador do Dia do Trabalhador, no Brasil, se expressa especialmente pelo costume que os governos têm de anunciar neste dia o aumento anual do salário mínimo. Outro ponto muito importante atribuído ao dia do trabalhador foi a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em 1º de maio de 1943.

CSPB - SECOM
 

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