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Publicado: 5/05/2010 | 11:18
TRABALHADORES RECEBEM HOMENAGEM NA CÂMARA DOS DEPUTADOS
A manhã da última terça-feira, 04, foi dia de comemoração na Câmara dos Deputados, em Brasília. O principal plenário da Casa, Plenário Ulysses Guimarães, recebeu trabalhadores, representantes das Centrais Sindicais e o Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, para receber a homenagem e debater assuntos referentes à classe trabalhista brasileira.
A manhã da última terça-feira, 04, foi dia de comemoração na Câmara dos Deputados, em Brasília. O principal plenário da Casa, Plenário Ulysses Guimarães, recebeu trabalhadores, representantes das Centrais Sindicais e o Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, para receber a homenagem e debater assuntos referentes à classe trabalhista brasileira.
Para o presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), José Calixto Ramos, a homenagem é justa e oportuna. “É uma homenagem tradicional que a Câmara faz todos os anos para os trabalhadores em modo geral. Nós da Nova Central reverenciamos os mártires de 1886, quando em Chicago foram massacrados e mortos porque defendiam a redução da jornada de trabalho. Coincidentemente, 124 anos depois, estamos reivindicando a mesma coisa no Brasil”.
O vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores, Lourenço Prado, acredita que a homenagem na Casa é importante ainda porque permite aos trabalhadores discutirem os projetos em tramitação.
“Sabemos que temos muitos projetos de lei tramitando aqui, como a extinção do fator previdenciário. Por outro lado, tem a questão da Previdência Social, que sofreu um impacto grande com a edição da Súmula Vinculante nº 8 do STF, que reduziu de 10 para cinco anos o período de prescrição, o que fez com que a Previdência deixe de cobrar aos seus devedores algo como em torno de R$100 milhões, mudança péssima para o período que estamos vivendo”.
Durante a homenagem, foram abordados temas como a redução da jornada de trabalho, o reajuste da aposentadoria e o fim do fator previdenciário. Carlos Lupi se posicionou contrário a retirada do imposto sindical.
“Eu sempre fui contra tirar o imposto sindical. Só se discute o imposto do trabalhador, e do patrão? Se é para tirar, vamos tirar de todo mundo. Eu penso que não existe organização sem ter fonte de custeio. Tem que se discutir no Congresso Nacional, se for voluntário é outra discussão. Agora, retirar puramente ser uma opção para que as organizações sindicais tenham fundo para custear suas despesas, eu acho isso um crime”, disse.
Quanto à redução da jornada de trabalho, o ministro acredita que o Brasil deva aprovar as 40 horas semanais, visto que a maioria dos países de 1º Mundo também adotam esse tipo de sistema. “Toda a sociedade moderna do mundo já pratica menos de 40 horas. A Europa toda pratica em média 36 horas, a maioria dos estados americanos também. Porque não avançar? Isso já significa mais qualidade de vida, melhor produtividade do trabalhador. Eu acho que se tem que dialogar e buscar um caminho para que o trabalhador possa produzir melhor, tendo um tempinho para ficar com sua família”.
Para os representantes dos trabalhadores brasileiros, o ano de 2009 foi bom para a classe trabalhista e a data é propícia para comemorações. “Sem dúvida nenhuma, temos mais motivos para comemorar. Comemorar milhões de empregos gerados, o reconhecimento das Centrais, a descoberta do Pré-Sal. Agora estamos lutando para a redução da jornada de trabalho. O vento está soprando a favor, vamos aproveitar a onda e unir as Centrais, Confederações e Federações nessa luta”, disse o vice-presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil, Ubiraci Dantas de Oliveira.
Para assistir o vídeo, acesse: www.publicoenotorio.com.br/noticiasnovo.php
O vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores, Lourenço Prado, acredita que a homenagem na Casa é importante ainda porque permite aos trabalhadores discutirem os projetos em tramitação.
“Sabemos que temos muitos projetos de lei tramitando aqui, como a extinção do fator previdenciário. Por outro lado, tem a questão da Previdência Social, que sofreu um impacto grande com a edição da Súmula Vinculante nº 8 do STF, que reduziu de 10 para cinco anos o período de prescrição, o que fez com que a Previdência deixe de cobrar aos seus devedores algo como em torno de R$100 milhões, mudança péssima para o período que estamos vivendo”.
Durante a homenagem, foram abordados temas como a redução da jornada de trabalho, o reajuste da aposentadoria e o fim do fator previdenciário. Carlos Lupi se posicionou contrário a retirada do imposto sindical.
“Eu sempre fui contra tirar o imposto sindical. Só se discute o imposto do trabalhador, e do patrão? Se é para tirar, vamos tirar de todo mundo. Eu penso que não existe organização sem ter fonte de custeio. Tem que se discutir no Congresso Nacional, se for voluntário é outra discussão. Agora, retirar puramente ser uma opção para que as organizações sindicais tenham fundo para custear suas despesas, eu acho isso um crime”, disse.
Quanto à redução da jornada de trabalho, o ministro acredita que o Brasil deva aprovar as 40 horas semanais, visto que a maioria dos países de 1º Mundo também adotam esse tipo de sistema. “Toda a sociedade moderna do mundo já pratica menos de 40 horas. A Europa toda pratica em média 36 horas, a maioria dos estados americanos também. Porque não avançar? Isso já significa mais qualidade de vida, melhor produtividade do trabalhador. Eu acho que se tem que dialogar e buscar um caminho para que o trabalhador possa produzir melhor, tendo um tempinho para ficar com sua família”.
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