Destaques
Publicado: 28/05/2010 | 15:34
MINISTROS DIVERGEM SOBRE REAJUSTE DE 7,7%
Os ministros da Previdência e do Trabalho são favoráveis a que o presidente Lula aprove os 7.72% de reajuste para os 8,3 milhões de aposentados que ganham acima de um salário mínimo. Já os ministros da Fazenda e do Planejamento repetiram que não há espaço fiscal para garantir o reajuste de 7,7% autorizado pelo Congresso para aposentados e pensionistas que ganham mais de um salário mínimo.Os ministros da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, e do Trabalho, Carlos Lupi, são favoráveis a que o presidente Lula aprove os 7.72% de reajuste para os 8,3 milhões de aposentados que ganham acima de um salário mínimo. Já os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo, repetiram ontem que não há espaço fiscal para garantir o reajuste de 7,7% autorizado pelo Congresso para aposentados e pensionistas que ganham mais de um salário mínimo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já decidiu barrar a emenda que extingue o fator previdenciário, mas não quer arcar com o peso político de um veto ao reajuste dos aposentados em pleno ano eleitoral. Por isso, ele pediu à equipe econômica para refazer as contas sobre a arrecadação para conceder o reajuste de 7,72% para os 8,3 milhões de aposentados que ganham acima de um salário mínimo. Mantega nega que Lula tenha pedido aos técnicos que estudem uma forma de garantir o aumento dado pelo Congresso.
Pelos cálculos apresentados a Lula, a diferença entre o reajuste de 6,14% e os 7,72% aprovados pelo Congresso provocaria um impacto anual no Orçamento de R$ 1,5 bilhão. A equipe econômica, porém, continua pressionando o presidente, sob o argumento de que não há recursos. A alternativa oferecida para resolver o problema é um abono de 6,14% sobre as aposentadorias e pensões acima de um mínimo. Na prática, esse grupo já recebe o valor corrigido desde janeiro.
Embora as contas públicas tenham apresentado bom resultado em abril, e a arrecadação esteja crescendo, Mantega disse que não se pode dar benefícios adicionais, já que um reajuste maior para os aposentados poderia ser mais um fator de pressão sobre a inflação. No cenário político ainda há incertezas sobre a decisão de Lula.
A medida provisória (MP) 475, que prevê o aumento de 7,7%, contrariando a proposta inicial do governo, de 6,14%, foi aprovada no Congresso Nacional no dia 20 de maio, mas não perde a validade no dia 1º de junho. Por ter sido alterada e ter virado um projeto de lei de conversão, o presidente ainda tem duas semanas para sancionar ou vetar o que os parlamentares aprovaram.
Fontes: DIAP e EstadãoO presidente Luiz Inácio Lula da Silva já decidiu barrar a emenda que extingue o fator previdenciário, mas não quer arcar com o peso político de um veto ao reajuste dos aposentados em pleno ano eleitoral. Por isso, ele pediu à equipe econômica para refazer as contas sobre a arrecadação para conceder o reajuste de 7,72% para os 8,3 milhões de aposentados que ganham acima de um salário mínimo. Mantega nega que Lula tenha pedido aos técnicos que estudem uma forma de garantir o aumento dado pelo Congresso.
Pelos cálculos apresentados a Lula, a diferença entre o reajuste de 6,14% e os 7,72% aprovados pelo Congresso provocaria um impacto anual no Orçamento de R$ 1,5 bilhão. A equipe econômica, porém, continua pressionando o presidente, sob o argumento de que não há recursos. A alternativa oferecida para resolver o problema é um abono de 6,14% sobre as aposentadorias e pensões acima de um mínimo. Na prática, esse grupo já recebe o valor corrigido desde janeiro.
Embora as contas públicas tenham apresentado bom resultado em abril, e a arrecadação esteja crescendo, Mantega disse que não se pode dar benefícios adicionais, já que um reajuste maior para os aposentados poderia ser mais um fator de pressão sobre a inflação. No cenário político ainda há incertezas sobre a decisão de Lula.
A medida provisória (MP) 475, que prevê o aumento de 7,7%, contrariando a proposta inicial do governo, de 6,14%, foi aprovada no Congresso Nacional no dia 20 de maio, mas não perde a validade no dia 1º de junho. Por ter sido alterada e ter virado um projeto de lei de conversão, o presidente ainda tem duas semanas para sancionar ou vetar o que os parlamentares aprovaram.
Compartilhe essa notícia
Mais lidas dos últimos 30 dias
01
CSPB denuncia sabotagem e tomará providências após retirada do PL 1893/2026 da pauta da Câmara (4493 views • 12/08/2026)
02
CSPB celebra vinculação do Sindsprev-RJ e amplia força na defesa dos serviços públicos (4482 views • 13/08/2026)
03
CSPB e Centrais Sindicais avançam no diálogo com o PL para destravar votação do PL 1893/2026 (4274 views • 20/08/2026)
04
SC: No II Encontro Jurídico da NCST-SC e Fetramesc, CSPB destaca Negociação Coletiva e atuação sindical (4271 views • 17/08/2026)
05
CSPB une forças pelo fim da contribuição previdenciária de aposentados e reafirma apoio à ‘Carta de Brasília’ (4269 views • 14/08/2026)
06
Movimentos preparam o 30/8, Dia Nacional de Mobilização pelo Fim da Escala 6×1 (3996 views • 19/08/2026)
07
Lula dá largada à campanha de 2026 com soberania no centro da disputa (3966 views • 17/08/2026)
08
Clã Bolsonaro deve responder por alta traição e lesa-pátria, diz chanceler (3964 views • 10/08/2026)
09
Lula chega à campanha com mais de 10 milhões de novos empregos formais (3916 views • 18/08/2026)
10