Destaques Publicado: 15/06/2010 | 11:50

MINISTRO DIZ QUE HÁ RECURSOS PARA OS 7,7%

O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, disse ontem que "há possibilidade de se encontrar outra fonte de recursos" para o reajuste de 7,7% dos aposentados já aprovado no Congresso e cujo parecer final será dado hoje pelo presidente Lula.

O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, disse ontem que "há possibilidade de se encontrar outra fonte de recursos" para o reajuste de 7,7% dos aposentados já aprovado no Congresso e cujo parecer final será dado hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, "há um dilema" e "a alternativa à sanção será uma nova medida provisória, propondo o reajuste de 6,14%".

Gabas informou que vai se reunir hoje, às 9 horas, com o presidente Lula, com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Em seguida, será anunciada a decisão em relação ao reajuste. O ministro da Previdência disse que "existe uma discussão reservada dentro do governo com posições favoráveis e contrárias (à sanção ao reajuste de 7,7%) e, até amanhã, "o dilema do presidente é sancionar (o reajuste) ou editar uma nova medida provisória".

O ministro afirmou ainda que estão sendo estudadas "todas as alternativas, para que o presidente não tome a decisão em cima de apenas uma alternativa". O veto ao fim do fator previdenciário, segundo o ministro, já está decidido.

Ao comentar o reajuste ontem, em cerimônia de inauguração do Gasoduto Rio de Janeiro-Belo Horizonte II, em Queluzito (MG), o presidente declarou que não se deixará seduzir por "qualquer extravagância". Ele disse que não pretende "estragar" sua relação com os aposentados, mas salientou que tomará a decisão pensando no que "for melhor para o Brasil".

Já para o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), os aposentados "não têm do que reclamar", caso Lula decida vetar o reajuste. "Os aposentados tiveram o maior aumento real em 2010, eles não têm do que reclamar", afirmou o petista, em referência ao reajuste de 6,14% concedido pelo Palácio, por meio de MP, para quem recebe benefícios com valor acima de um salário mínimo. Apesar da afirmação, Vaccarezza ressaltou que ainda não sabe se o presidente vai vetar a medida.

Fonte: Estado de São Paulo

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