Destaques Publicado: 22/06/2010 | 11:29

GOVERNO PROMETE AUMENTAR CORTES NO ORÇAMENTO SE MAIS REAJUSTES FOREM APROVADOS

A pressão pela aprovação, no Congresso Nacional, de mais projetos que aumentem os gastos públicos está levando o Governo Federal a um rumo não muito desejado pelos servidores e pela casa legislativa: aumentar ainda mais o corte no orçamento.

A pressão pela aprovação, no Congresso Nacional, de mais projetos que aumentem os gastos públicos, como o reajuste do Poder Judiciário — já aprovado em uma comissão da Câmara — e o fim da contribuição dos servidores civis inativos, proposto pela PEC 555, está levando o Governo Federal a um rumo não muito desejado pelos servidores e pela casa legislativa: aumentar ainda mais o corte no orçamento.

Enquanto o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, avisou que novos gastos seriam compensados com mais cortes em emendas parlamentares, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), foi mais realista: disse que os recursos das emendas parlamentares seriam insuficientes para bancar todos essas bondades do ano eleitoral.

“Se for juntar todas as propostas de gastos que há por aí, não tem emenda parlamentar que chegue, não sei nem se tem orçamento que cubra. Se juntar o fim do fator previdenciário, o fim da cobrança dos inativos, todas as emendas constitucionais, como a PEC 300 (que beneficia policiais civis, militares e bombeiros), seriam necessários dois “Brasis” e cinco camadas de pré-sal”, disse Vaccarezza.

Segundo Padilha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionará aqueles gastos com previsão orçamentária, como o reajuste dos servidores do Senado, cujo impacto já está no Orçamento. “O que era previsto, já tinha previsão orçamentária, a tendência é que seja sancionado”. Caso do reajuste dos funcionários da Câmara, sancionado na semana passada e que já tinha previsão no Orçamento.

Fonte: O Globo




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