Destaques Publicado: 7/07/2010 | 16:01

CORREIOS VÃO CONTRATAR 2 MIL TEMPORÁRIOS

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) está contratando dois mil trabalhadores temporários. O objetivo é tentar resolver a crise operacional nos processos de entrega de correspondências e encomendas. Além disso, os funcionários vão receber mais pela hora extra, inclusive aos sábados e domingos.

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) está contratando dois mil trabalhadores temporários. O objetivo é tentar resolver a crise operacional nos processos de entrega de correspondências e encomendas. Além disso, os funcionários vão receber mais pela hora extra, inclusive aos sábados e domingos. O concurso deve ser realizado em agosto, mas os aprovados só poderão ser empossados em 2011, por causa das restrições provocadas pelo ano eleitoral.

A convocação de funcionários terceirizados foi necessária porque foi feito um Plano de Demissão Voluntária (PDV) em 2009 e foi aberta inscrição para concurso público para preencher 6,565 mil vagas, que teve 1 milhão de inscritos. No entanto, por se tratar de um ano eleitoral, o concurso teria de ser homologado até 2 de julho, e não houve tempo hábil para isso. Segundo Carlos Henrique Almeida Custódio, presidente dos Correios, há uma carência de 3 mil pessoas na estatal.

A Cesgranrio é a empresa mais cotada para realizar o próximo concurso. A indefinição da empresa que faria o processo seletivo é um dos principais problemas para a contratação de servidores depois do Programa de Demissão Voluntária (PDV). O concurso deve ser realizado em agosto, mas os aprovados só poderão ser empossados no ano que vem, por causa das restrições provocadas pelo ano eleitoral.

A empresa retomou o processo licitatório de franqueados. A imposição de realização de licitação para a contratação de franquias aparece como uma tentativa de moralização importante, já que elas representam pouco mais de 10% da rede de lojas da estatal, mas têm peso de cerca de 30% em movimento e receita.

De acordo com Custódio, a restrição de só poder contratar empresas aéreas por meio de licitações prejudica a celeridade necessária para restabelecer os serviços em um curto espaço de tempo. Por essa razão, ele defende a autonomia da estatal para fazer contratações sem necessidade de licitação em casos emergenciais. Uma das propostas é a edição de uma medida provisória que transforma a estatal em sociedade anônima (S.A.).

As franquias formam um grupo de 1.466 da rede de 12.644 lojas da estatal. Segundo dados da associação que representa os franqueados dos Correios (Abrapost), as franquias são dirigidas por 5 mil empresários (a maioria se reuniu em sociedade) e geram cerca de 20 mil empregos. Todos os franqueados poderão participar da licitação, que não incluirá a oferta de novas lojas.

Fonte: Estadão