Destaques Publicado: 16/08/2010 | 10:58

MAIS 30 MIL VAGAS NO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL ATÉ 2014

Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário querem aumentar e completar o quadro de funcionários até o ano de 2014. A pretensão é que os salários variem entre R$ 1,9 mil e R$ 14,5 mil. A União planeja abrir mais de 30 mil vagas e seis exames já aprovados pelo Ministério do Planejamento terão editais ainda este ano.

Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário querem aumentar e completar o quadro de funcionários até o ano de 2014. A pretensão é que os salários variem entre R$ 1,9 mil e R$ 14,5 mil. A União planeja abrir mais de 30 mil vagas e seis exames já aprovados pelo Ministério do Planejamento terão editais ainda este ano. Outro fator que aumenta a urgência da contratação de funcionários é a data-limite (2011) para a substituição de profissionais terceirizados no serviço público por concursados.

O boom para os próximos anos incorpora, entre outras, a necessidade do Estado de renovar uma parte do seu quadro de profissionais que envelheceu nos últimos anos. Somente na Polícia Federal e no Banco Central, são quatro mil vagas abertas para cobrir a aposentadoria de servidores. De acordo com levantamento feito pelo Ministério do Planejamento, 85% de todos os funcionários públicos ativos devem entrar em condições de encerrar sua vida profissional como servidores até 2015.

Dentro das milhares de vagas previstas, o órgão que mais pretende contratar é o Ministério Público da União (MPU). Além da seleção deste ano, com prova marcada para 11 de setembro, o Senado Federal aprovou o projeto de lei que autoriza a criação de mais 6.804 vagas de analistas e técnicos a partir do ano que vem. Os postos serão distribuídos na proporção de 25% por ano, cerca de 1,7 mil vagas por concurso.

As seleções da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal devem incorporar cinco mil profissionais entre papiloscopistas (especialistas em identificação), agentes administrativos e policiais rodoviários. Os salários nos casos das polícias podem atingir até R$ 7,5 mil. Os maiores ganhos, no entanto, estão nas carreiras de procurador da Fazenda, do Banco Central e para advogados da União, que deverão ingressar com ganhos mensais de R$ 14,549.

Além da reposição de quadros por aposentadoria, demissões ou falecimento, o governo pretende criar carreiras a fim de que os servidores desempenhem funções em órgãos em formação ou que serão ainda estruturados, caso da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), ligada ao Ministério da Previdência. Apesar de já estar em funcionamento, a instituição já pediu autorização ao Ministério do Planejamento para realizar o seu primeiro concurso, no qual serão selecionados 200 analistas e técnicos com salários de até R$ 4,6 mil.

O próprio Ministério do Planejamento pretende criar 2.190 cadeiras para analista executivo, cargo que ainda não compõe a folha da pasta. O quanto cada um desses profissionais deve receber não foi definido e o projeto de lei que libera a realização do concurso ainda tramita na Câmara dos Deputados. Os eventos esportivos que serão sediados entre 2013 e 2016 no país também vão demandar mais profissionais do setor público.

No Legislativo, devem haver seleções para servidores no ano que vem, data em que vencem os últimos concursos realizados tanto pelo Senado quanto pela Câmara. Para a primeira Casa, onde os salários chegam a R$ 13,8 mil, serão 309 vagas. Na segunda, ainda não se sabe quantos postos serão abertos.

O Judiciário também realizará prova para substituir o cadastro de reserva (1)que expira no ano que vem. Para os que aspiram um cargo no poder público, a Justiça é sempre um caminho almejado, já que, entre os poderes, é o único que não tem limite para o cadastro de reserva. O Supremo Tribunal Federal (STF) deve abrir 302 vagas para analistas e técnicos, com salários variando entre R$ 3,3 mil e R$ 5,4 mil. Já o Superior Tribunal de Justiça (STJ) fará o concurso apenas para compor a sua lista de espera.

Fonte: Correio Braziliense