Notícias Publicado: 30/06/2011 | 16:11

CHILE: MARCHA PELA MELHORIA NA EDUCAÇÃO PÚBLICA

Chilenos marcham por uma nova jornada de mobilização nacional em demanda de educação pública e gratuita.




Chile - Começou ás 11h (hora local) desta quinta-feira, a marcha de Estudantes, maestros, acadêmicos, trabalhadores e cidadãos chilenos por uma nova jornada de mobilização nacional em demanda de educação pública e gratuita. A marcha vai da desde a Praça Itália até a Praça dos Heróis, a que estará encabeçada pela Confederação de Estudantes do Chile, o Colégio de Professores e a Central Unitária de Trabalhadores. A Alameda de Santiago foi o palco escolhido pelos manifestantes para exigir o fim do lucro em todos os níveis de ensino e mostrar seu desacordo com as políticas “privatizadoras” impulsionadas pelo governo da direita.

O objetivo principal dos mobilizados é organizar a construção de um projeto de educação garantida constitucionalmente como um direito social universal em todos seus níveis e sobre a base de um sistema de educação pública, gratuita e de qualidade. Houve também manifestações em Arica, Iquique, Antofagasta, A Serena, Coquimbo, Valparaíso, Concepção e Valdivia, entre outros pontos da geografia chilena.

"Esperamos que tenha uma grande quantidade de gente, quiçá mais que a última jornada", disse o presidente do Colégio de Professores, Jaime Gajardo, em alusão à manifestação do passado 16 de junho, quando marcharam mais de 100 mil chilenos pela Alameda e outros 100 mil em diferentes cidades do país.

Gajardo ponderou o alcance da demonstração e convidou a somar-se a ela a todo mundo social, político, eclesiástico e parlamentar "porque aqui há um tema que nos interessa a todos e é transversal: recuperar a educação pública para Chile".

Alicia Lira, presidenta do Agrupamento de Familiares de Executados Políticos, manifestou o apoio das organizações defensoras dos direitos humanos aos protestos contra a mercantilização da educação.

"Para nós para além de lutar pela verdade e a justiça, nos interessam as políticas de país, nos interessa a educação que precisam nossos jovens", assinalou Lira.

Forças da esquerda chilena como o Partido Comunista, o Partido Esquerda Cristã de Chile, Juntos Podemos Mais e o Partido do Socialismo Allendista se aderirão de igual modo à marcha.

Participarão também os prefeitos da zona sul de Santiago, a Associação Nacional de Empregados Fiscais, a Associação Chilena de Bairros e Zonas Patrimoniais, os servidores públicos da Saúde Municipal, a Frente Ampla da Saúde Pública e a Coordenadora de Pais e Apoderados, entre outros.

 
Secom com Agências