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Publicado: 27/03/2013 | 10:15
MINISTRO DIZ QUE ALTERAÇÃO DE CÂMBIO NÃO TERÁ IMPACTO SIGNIFICATIVO NA INFLAÇÃO
O ministro interino da Fazenda, Nelson Barbosa, disse ontem (26) que a pressão da crise europeia sobre o câmbio não deve provocar grande impacto na inflação brasileira. Barbosa falou após visita a parlamentares no Senado, que a flutuação da moeda americana é natural e existe para absorver os impactos provocados pelos momentos de crise.
Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil
O ministro interino da Fazenda, Nelson Barbosa, disse ontem (26) que a pressão da crise europeia sobre o câmbio não deve provocar grande impacto na inflação brasileira. Segundo Barbosa, que falou após visita a parlamentares no Senado, a flutuação da moeda americana é natural e existe para absorver os impactos provocados pelos momentos de crise.
“Câmbio flutuante funciona para isso, para absorver as flutuações. O importante é que o Brasil tem reservas internacionais elevadas e tem capacidade de suportar eventuais choques sem desorganizar sua economia. A flutuação é muito pequena para ter impacto perceptível sobre o índice de inflação”, disse o ministro.
Barbosa também respondeu a questionamentos sobre o spread bancário – diferença entre os juros que os bancos cobram dos clientes e as taxas que gastam para captar recursos – e as dificuldades em baixá-lo. Apesar de o governo utilizar os bancos públicos para baixar os juros, no primeiro bimestre deste ano os spreads cresceram 0,6 ponto percentual.
O ministro justificou a alta alegando que a taxa de captação futura e as taxas de empréstimos de longo prazo “flutuam juntas”, o que interfere nas flutuações de curto prazo. Mesmo assim, Barbosa garantiu que as mudanças promovidas por meio dos bancos públicos são “estruturais” e vão mostrar resultados.
“O spread, em geral, tende a permanecer num patamar mais baixo do que foi obtido nos últimos meses. A atuação dos bancos públicos em expansão do crédito se revela mais no spread do que no valor total da taxa. O valor da taxa é a captação total mais spread. O spread caiu, isso tem dado bons resultados financeiros nos bancos públicos e tem gerado uma expansão de crédito”, disse, referindo-se à pequena queda de 0,1 ponto percentual apontada no último mês.
Nelson Barbosa assume interinamente o Ministério da Fazenda enquanto o ministro Guido Mantega está em viagem para a África do Sul com a presidenta Dilma Rousseff. Ele participou hoje de almoço com as bancadas do PTB e do PR no Senado.
Edição: Fábio Massalli
Fonte: AGÊNCIA BRASIL
Repórter da Agência Brasil
O ministro interino da Fazenda, Nelson Barbosa, disse ontem (26) que a pressão da crise europeia sobre o câmbio não deve provocar grande impacto na inflação brasileira. Segundo Barbosa, que falou após visita a parlamentares no Senado, a flutuação da moeda americana é natural e existe para absorver os impactos provocados pelos momentos de crise.
“Câmbio flutuante funciona para isso, para absorver as flutuações. O importante é que o Brasil tem reservas internacionais elevadas e tem capacidade de suportar eventuais choques sem desorganizar sua economia. A flutuação é muito pequena para ter impacto perceptível sobre o índice de inflação”, disse o ministro.
Barbosa também respondeu a questionamentos sobre o spread bancário – diferença entre os juros que os bancos cobram dos clientes e as taxas que gastam para captar recursos – e as dificuldades em baixá-lo. Apesar de o governo utilizar os bancos públicos para baixar os juros, no primeiro bimestre deste ano os spreads cresceram 0,6 ponto percentual.
O ministro justificou a alta alegando que a taxa de captação futura e as taxas de empréstimos de longo prazo “flutuam juntas”, o que interfere nas flutuações de curto prazo. Mesmo assim, Barbosa garantiu que as mudanças promovidas por meio dos bancos públicos são “estruturais” e vão mostrar resultados.
“O spread, em geral, tende a permanecer num patamar mais baixo do que foi obtido nos últimos meses. A atuação dos bancos públicos em expansão do crédito se revela mais no spread do que no valor total da taxa. O valor da taxa é a captação total mais spread. O spread caiu, isso tem dado bons resultados financeiros nos bancos públicos e tem gerado uma expansão de crédito”, disse, referindo-se à pequena queda de 0,1 ponto percentual apontada no último mês.
Nelson Barbosa assume interinamente o Ministério da Fazenda enquanto o ministro Guido Mantega está em viagem para a África do Sul com a presidenta Dilma Rousseff. Ele participou hoje de almoço com as bancadas do PTB e do PR no Senado.
Edição: Fábio Massalli
Fonte: AGÊNCIA BRASIL
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