Destaques, Notícias Publicado: 11/07/2013 | 21:22

Dia Nacional de Lutas: Servidores atendem comunicado da CSPB

Servidores públicos atendem convocatória do presidente João Domingos sobre o fortalecimento da organização sindical e garantia de direitos e participam de mobilização em todo o país, nesta quinta-feira (11).









































por Grace Maciel


Dia de protestos em todo o país. Servidores públicos percorreram as principais avenidas das capitais dos estados do Brasil, nesta quinta-feira (11), atendendo ao chamado da Confederação Nacional dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB, através do comunicado emitido pelo presidente da entidade, João Domingos Gomes dos Santos, que versou sobre o fortalecimento da organização sindical e garantia de direitos.

A CSPB entende que apenas por meio da unidade de ação, a organização sindical sairá fortalecida e serão reconhecidas e atendidas as reivindicações por garantia dos direitos humanos, sociais, trabalhistas e previdenciários . Por este motivo, João Domingos, em nome da confederação, disse que a entidade reafirma sua condição apartidária e independente e devido a estes fatores apoia as ações que favoreçam e apoiem a sociedade como um todo, bem como a luta contra as medidas que prejudiquem os servidores públicos e cidadãos brasileiros.

Diante do Comunicado da CSPB, representantes de federação, sindicatos filiados e servidores públicos de todo o país, uniram-se à confederação e centrais sindicais e foram às ruas para reivindicar pauta elaborada para este Dia Nacional de Lutas: planejamento para o “Crescimento e Desenvolvimento do Brasil”, com mais recursos para os Estados e Municípios; votação imediata pelo fim do Fator Previdenciário; redução da Jornada de Trabalho para 40 horas semanais; saúde, Educação e Transporte públicos de qualidade; regulamentação imediata da Convenção 151 da OIT que regulamenta o direito de greve e a valorização dos servidores públicos.

Também estão inseridos: a reforma agrária e apoio ao pequeno agricultor; fim da dispensa imotivada ou ratificação da Convenção 158 da OIT; realização de auditoria das grandes obras públicas; aumento geral de salários, inclusive para os aposentados; arquivamento do PL 4330, erradicação total das Terceirizações no Serviço Público; plebiscito imediato até 11/08/2013, e realização de Referendo Popular; voto aberto em todas as votações no Congresso Nacional; fim do foro privilegiado para todos os Agentes Políticos; devolução das perdas no FGTS; corte imediato de 50% dos Ministérios e dos Cargos comissionados no serviço público federal, estadual e municipal; gratuidade dos cursos do Sistema S; diminuição dos juros do cartão de crédito e dos cheques especiais; que todos os cargos de direção das Agências Reguladoras sejam ocupados por servidores de carreira (concursados).


Mobilização Nacional

O Dia Nacional de lutas foi caracterizado por bloqueios nas principais rodovias do país e com manifestações pacíficas cobrando do governo um posicionamento sobre a pauta única entregue pelas centrais sindicais.

Em Brasília, os manifestantes se reuniram em frente à Biblioteca Nacional, passaram pelo Palácio do Planalto e se concentraram no gramado em frente ao Congresso Nacional. Segundo a Polícia Militar, cerca de 2 mil pessoas participaram do manifesto. Dos temas reivindicados pelos sindicalistas estão a revogação da reforma da previdência e a luta contra o projeto de lei 4330, que regulamenta as terceirizações.  Eles pedem também pela manutenção dos direitos trabalhistas.

O presidente do Sindireta, também diretor da Nova Central Sindical dos Trabalhadores- NCST, Ibrahim Yusef Mahmud Ali, desabafa: “ A reforma previdenciária é fruto da PEC 42, que foi votada no Congresso a pedido do FMI e modificou a aposentadoria do servidor público e taxou o servidor público aposentado a pagar previdência social. Essa PEC foi votada sob pressão do Executivo no momento em que muitos votaram sob o manto dos mensaleiros. Revogou o q estava na constituição e adotou novos critérios".

A manifestação na capital brasileira terminou às 18h00, aproximadamente.



Em São Paulo, o Secretário- Geral da CSPB, Lineu Mazano, participou do ato, representando também a FESSP- ESP e a  União Geral dos Trabalhadores-UGT.

Segundo registrou a PM, por volta das 15h, havias 7 mil pessoas na região do Masp, na Avenida Paulista. Os Líderes de grupos sindicais encerram o protesto na Paulista às 15h , mas uma parte dos manifestantes não concordou com o fim do mobilização e seguiu em passeata pela Avenida Paulista. Em seguida passaram pela Rua da Consolação, até chegar à Praça Roosevelt.

Num protesto pacífico, mais de mil e quinhentos manifestantes bloquearam as principais estradas do Estado foram bloqueadas.

Veja a panorâmica da manifestação em outras capitais:

Goiânia- GO, cerca de mil pessoas se reuniram na Praça do Bandeirante, no Centro. Por causa da presença dos manifestantes, o tráfego de ônibus do Eixo Anhanguera foi impedido na região. O Protesto seguiu e concentrou-se em frente ao Palácio Pedro Ludovico Teixeira, na Praça Cívica. O local é a sede administrativa do governo do estado.


No Rio de Janeiro- RJ, o movimento reuniu 5 mil manifestantes, segundo a PM, tomaram a avenida Rio Branco. A candelária também reuniu estudantes, servidores públicos e trabalhadores lutando pela pauta única.


Em Florianópolis- SC, a caminhada dos trabalhadores iniciou pouco antes das 15h. Os manifestantes marcharam pela Secretaria de Educação, Secretaria da Saúde, Prefeitura de Florianópolis, Tribunal de Trabalho e Terminal de Integração do Centro.


Em Porto Alegre- RS , a marcha circulou pelo Centro de Porto Alegre pela Avenida Mauá. Houve pelo menos outros três bloqueios de trânsito na capital, segundo a EPTC.

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, disse em uma coletiva de imprensa, que o governo evita fazer um juízo de valor sobre o movimento. Ele declarou ser favorável à destinação de 10% de novos investimentos para a educação e a saúde. 1 milhão e 200 pessoas ficaram sem transporte público.

Em Vitória, no Espírito Santo, de acordo com a Secretaria Estadual de Segurança Pública - Sesp, a maior concentração de manifestantes foi registrada por volta de 12h30 em frente à Assembleia Legislativa, quando aproximadamente 1,5 mil pessoas se reuniram. Durante à tarde, os movimentos foram tranquilos.

Lojas não abriram e o transporte público funcionou parcialmente


Em Belho Horizonte- MG, segundo a Nova Central uma das organizadoras do movimento na capital mineira, diz que o ato já reuniu mais de duas mil pessoas. Os centenas de manifestantes passaram pela Avenida Álvares Cabral, na capital mineira. A pista da avenida Álvares Cabral sentido Assembleia Legislativa de Minas Gerais foi fechada. A via no sentido contrário teve o tráfego lento.

Em Curitiba- PR, as paralisações atingiram montadoras, hospitais, usinas, praças de pedágio, correios, serviço de limpeza urbana e de transporte coletivo. Não houve registros de incidentes graves. Milhares de trabalhadores protestaram por diversos temas, comandados por representantes das centrais sindicais, movimentos sociais e servidores públicos.
Metade da frota de ônibus aderiu ao movimento no final da tarde.

Em Manaus- AM, segundo dados da PM, cerca de três mil pessoas reuniram-se no cruzamento das avenidas Sete de Setembro e Eduardo Ribeiro, no Centro da capital. Manifestantes cobraram melhorias na área trabalhista do país.







Em Salvador- BA, os pontos de ônibus ficaram lotados. Mais de 1 milhão e 400 pessoas ficaram na mão, não houve aula nas escolas estaduais e municipais. Entre as reivindicações, os manifestantes pediam o fim da corrupção e o plebiscito para a reforma pólítica, defendido pela dir. da CSPB, dir . da Fenajud e presidente do SInpojud, Maria José da SIlva (Zezé). Zezé percorreu as ruas da capital baiana com a diretoria de seu sindicato vestindo a bandeira levantada pela Fenajud e filiados, em prol da PEC190/07, que visa a criação do estatuto único para os servidores do Judiciário. Assim como os demais temas defendidos no Dia Nacional de Lutas, a CSPB apoia a PEC190/07.

Em Maceió- AL, os alunos da rede municipal e estadual ficaram sem aula. Os manifestantes percorreram as ruas e pediam por melhorias no serviço público.

Em Fortaleza, o ato reuniu cerca de 1.000 pessoas.

Em Aracaju houve paralisação nos setores da saúde e transporte.

Em São Luís, cerca de 1000 manifestantes protestaram nas ruas da capital, de acordo com informações das Centrais.

Em Cuiabá, 2 mil e quinhentas pessoas participaram do manifesto.

Também houve protesto em Belém(PA), Em Porto Velho (RO) , Rio Branco (AC), Macapá (AP) e Boa vista (RR).

texto: Grace Maciel (Imprensa / CSPB)
Foto: G1

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