Notícias Publicado: 24/10/2013 | 09:35

Servidores fazem protesto em frente a Prefeitura Municipal de Batalha-PI

A greve dos servidores em Educação da cidade Batalha, 154 km ao norte de Teresina, iniciada no começo deste mês, segue com reflexo forte na cidade fazendo com que os alunos e pais também reivindiquem seus direitos.



A greve dos servidores em Educação da cidade Batalha, 154 km ao norte de Teresina, iniciada no começo deste mês, segue com reflexo forte na cidade fazendo com que os alunos e pais também reivindiquem seus direitos. O comercio local também sente com a falta de pagamento dos servidores. O sindicato que defende a categoria convocou e realizou na manhã de hoje (23/10), uma assembleia em frente ao prédio da Prefeitura Municipal, antes, porém, os manifestantes realizaram uma caminhada na Av: Coronel Messias Melo e Sapucaeira, principal centro comercial da cidade.

Reunidos em frente ao prédio da prefeitura, na Praça da Matriz, os grevistas pressionam por um acordo que atenda às suas reivindicações. A greve já dura 14 dias e, até o momento, a administração municipal não se posiciona para discutir o assunto. Na manifestação de hoje os pais de alunos também compareceram ao local da reivindicação reforçando o apelo dos servidores. O senhor André, da comunidade Carpina, citou um exemplo da roça. “Quando eu combino uma diária com um companheiro, é dito, é trocado ou pago em dinheiro, se for a dinheiro eu quero receber no final da tarde”, disse ele reforçando que o professor tem que receber seu salário em dia.

A presidente da Federação dos Servidores em Educação do Estado do Piauí – FESP, Gleidys Fontinele disse que a luta não deve parar e, com a ajuda da população, os servidores vão conseguir. A sindicalista não consegue entender por que o FUNDEB faz o repasse religiosamente em dia, e o município não consegue honrar com seus compromissos.

A prefeitura fica calada, a administração diz que a greve é ilegal. O professor Oseas, representante do SINTE/PI afirma que a greve é legal sim. “Não abram mão de nada, continuemos em greve, pois só a justiça pode dizer se é legal ou não”. Como eles não entram na justiça contra?", questiona.

Em frente a prefeitura, a professora Maria Luiza passou mal e foi socorrida por polícias e uma equipe da Secretaria de Saúde. O movimento foi passivo, com apoio da PM local. Em greve desde o dia 07/10, e até o momento sem conversa com o governo municipal, professores e demais servidores decidiram continuar a paralisação.

O presidente do SINDSERM, professor Nonato Silva, apela que os movimentos sociais e igrejas também lutem junto com a classe. Para ele, o problema é social e é de todos!



Fonte: SINDSERM