Notícias Publicado: 29/10/2013 | 09:31

Paim critica ‘favoritismos’ nos órgãos públicos e pede realização de concursos

Paim explicou que a multiplicação de favoritismo no serviço público instala servidores descomprometidos e enfurecem homens e mulheres que educam os seus filhos para não aceitarem compadrios, mas sim buscarem suas conquistas por meio do esforço e do mérito.



O senador Paulo Paim (PT-RS) manifestou, nesta segunda-feira (28), preocupação com o excesso da terceirização no serviço público e defendeu a realização de concursos no país. Segundo ele, os concursos públicos geram bons servidores para os quadros funcionais do estado brasileiro, já que a desafiadora tarefa da aprovação convida os jovens a redobrarem os esforços na preparação intelectual e a ampliarem os seus conhecimentos.

- Os afilhadismos, os favoritismos, os compadrios, a nomeação cruzada, o empreguismo e o próprio nepotismo manifestam algumas das tantas expressões de nossa prolongada crise histórica e valorativa – ressaltou.

Paim explicou que a multiplicação de favoritismo no serviço público instala servidores descomprometidos e enfurecem homens e mulheres que educam os seus filhos para não aceitarem compadrios, mas sim buscarem suas conquistas por meio do esforço e do mérito.

O senador afirmou que o servidor público é um importantíssimo ator estatal que luta, diariamente, pelo engrandecimento do Brasil e lamentou que esses profissionais continuem sendo discriminados em relação a vários direitos reconhecidos a outras classes de trabalhadores, entre eles, o direito de greve, o direito de aposentadoria especial para a pessoa com deficiência e o direito da livre sindicalização.

Paim destacou que a ausência do direito da livre sindicalização confere uma prática antissindical que é contrária às convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e compromete a gestão pública, já que exclui dos servidores a utilização de um canal para negociarem a solução de eventuais conflitos.

- Grandes especialistas, endossados pelas experiências internacionais, comprovam que a negociação, o direito de greve e a sindicalização são os instrumentos para a solução de conflitos – acrescentou.


Fonte: Agência Senado