Notícias Publicado: 6/03/2014 | 10:47

Se acordo não for cumprido, servidores de universidades federais ameaçam paralisar

Representantes da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos de Instituições de Ensino Superior (Fasubra) alegam que se o governo decidir pelo cumprimento total do acordo de greve de 2012, o movimento poderá ser suspenso.




Os funcionários técnico-administrativos das instituições federais de ensino superior ameaçam entrar em greve a partir do próximo dia 17, em todo o país. Representantes da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos de Instituições de Ensino Superior (Fasubra) alegam que se o governo decidir pelo cumprimento total do acordo de greve de 2012, o movimento poderá ser suspenso.
 
Hoje (6) e sexta-feira (7), a Fasubra se reunirá com representantes dos ministérios do Planejamento e da Educação com o objetivo de costurar um acordo. Segundo um dos coordenadores-gerais da Fasubra, Paulo Henrique Rodrigues dos Santos, falta o governo negociar os resultados dos grupos de trabalho que surgiram ao final da última greve. “Nós vamos sentar para acabar de fechar o acordo todo. Vai ter a negociação dos resultados dos grupos de trabalho. Se o governo atender à nossa expectativa, não haverá motivo para a greve”, disse. 
 
Na última plenária realizada pela Fasubra, no início de fevereiro, decidiu-se iniciar uma greve, em março deste ano, para pressionar o governo ao cumprimento do acordo de greve de 2012 e, além disso, reivindicar a implementação da jornada de 30 horas semanais, já prevista por um decreto presidencial, segundo Paulo Santos, bastando apenas que as universidades desenvolvam um estudo para a sua aplicação. A categoria exige, também, a contagem especial do tempo de serviço para trabalhadores com insalubridade.
 
Outra reivindicação trata da abertura imediata de concursos públicos. Santos ressaltou que o processo de expansão das universidades não acompanhou a demanda por novas contratações pelo regime jurídico único. Os concursos são necessários para que ocorra a recomposição dos quadros, explicou.
 
Atualmente, a categoria possui 142 mil trabalhadores na ativa distribuídos em 63 universidades. O número sobe para 174 mil somados os aposentados. Paulo Santos informou que a maior concentração de universidades federais está em Minas Gerais, com 14 unidades. No entanto, a maior concentração de trabalhadores atuando em universidades federais é registrada no estado do Rio de Janeiro, com aproximadamente 23 mil trabalhadores.
 
 



SECOM/CSPB com informações da Agência Brasil