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Publicado: 25/04/2014 | 23:52
Campus Virtual da Clate marca terceiro dia de evento
Na Reunião do Comitê Executivo da Confederação Latino-americana e do Caribe de Trabalhadores Estatais- Clate, nesta sexta-feira (25) ,em seu terceiro e último dia, a entidade lançou, oficialmente, seu Campus Virtual para formação política.
por Valmir Ribeiro/ Grace Maciel e Samantha Sassi
Na Reunião do Comitê Executivo da Confederação Latino-americana e do Caribe de Trabalhadores Estatais- Clate, nesta sexta-feira (25) ,em seu terceiro e último dia, a entidade lançou, oficialmente, seu Campus Virtual para formação política.
A ferramenta visa promover a formação de novas lideranças por meio de cursos on-line de capacitação. O presidente da Clate, Julio Fuentes, apresentou a novidade. “O nosso objetivo é garantir a formação de quadros qualificados para a militância sindical e atuação política. Essa ferramenta vai permitir uma formação eficiente sem a necessidade da presença física de instrutores. Além disso, através dessa inovadora tecnologia, sindicatos de menor porte, com maiores limitações financeiras, vão poder qualificar seus quadros”, defendeu.
Debate sobre o Campus Virtual
O presidente da Clate iniciou a palestra levantando as características, diretrizes e objetivos do programa de formação política do recém-criado Campus Virtual da Clate. Julio apresentou um vídeo institucional com informações detalhadas sobre as diversas possibilidades de interação com a nova ferramenta.
“Esse poderoso instrumento de capacitação é inspirado em experiências bem-sucedidas realizadas em nosso país”, disse ele.
O vice-presidente primeiro da Clate e presidente da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) , João Domingos Gomes dos Santos, disse ter convicção de que a formação política do dirigente é o único caminho para garantir, até mesmo, a sobrevivência do próprio movimento sindical. “Na condição de dirigente sindical, eu gosto de dizer que todo e qualquer ser que se move precisa de combustível. E o combustível que move nossas ações é o conhecimento que sistematizado, leva a uma ideologia. A perda da convicção e da utopia está possibilitando um cenário em que as disputas por arrecadação estão se sobrepondo ao real objetivo do sindicalismo que é a promoção de melhores condições de trabalho de salário e a luta por justiça social”, afirmou.
Domingos acredita que somete com a superação do modelo de desenvolvimento vigente, será possível reais avanços no sentido de consolidar a tão almejada justiça social. “O movimento sindical prega soluções ideais em um ambiente impossível dentro do sistema capitalista. Nós não acreditamos em soluções eficazes se não propusermos um ambiente adequado que nos permita a superação deste modelo. É fácil constatar que há um novo modelo de mundo, mas não há um novo modelo de sociedade para organizar e superar os novos desafios da nossa sociedade. O capitalismo, a cada nova crise, se reinventa cada vez mais predatório ao conjunto da população e ao meio ambiente”, destaca.
Na oportunidade, o presidente da CSPB apresentou uma alternativa ao atual modelo de desenvolvimento. “Estamos propondo que se agregue ao programa de formação, o modelo alternativo que se trata do Estado Democrático e Social de Direito. Esse modelo visa superar as falhas do capitalismo e do socialismo tradicional para um sistema que contemple ao conjunto de demandas da sociedade contemporânea”, ressalta, Domingos. Ele salientou, também, que não adianta pregar uma sociedade justa e igualitária dentro do modelo capitalista.
Quanto ao socialismo tradicional, João Domingos defendeu que se trata de um modelo que também precisa ser superado. “Ainda que a proposta seja a de uma sociedade menos desigual, o socialismo tradicional não leva em conta a dimensão humana e segue insistentemente focado na dimensão financeira. Desejamos um socialismo que respeite a diversidade sexual, as liberdades individuais e a manifestação livre dos diversos segmentos religiosos. Queremos um modelo que resgate o sonho de construir uma sociedade socialmente justa, humana e fraterna”, concluiu.
No decorrer do debate , dirigentes sindicais vindos de oito países apresentaram sugestões quanto ao conteúdo e quanto aos critérios de inscrição no programa de formação. As lideranças sindicais chegaram ao consenso de que seria interessante estabelecer um critério e cotas para jovens lideranças e mulheres. O objetivo busca ampliar a representação desses segmentos no movimento sindical latino-americano e caribenho.
O secretário-geral da Clate, Luigi Bazano, argumentou que outra grande motivação em se criar o Campus Virtual da Clate é expandir e democratizar o acesso a cursos de formação política e sindical para entidades com menor potencial financeiro. “Como faremos para preparar nossa militância, com eficiência e de maneira permanente, para os diversos desafios que se apresentam ao movimento sindical? A diversidade de conflitos que o movimento sindical enfrenta nos dias atuais, exige uma ferramenta eficaz e dinâmica. Eu creio que a necessidade da criação dessa ferramenta partiu, principalmente, das limitações financeiras de muitas entidades que não possuem os recursos financeiros necessários para disponibilizar um programa de formação de comprovada qualidade aos seus filiados”, defendeu Bazano.
A diretora de Assuntos das Mulheres, Cintia Rangel, infância e Juventude da CSPB, Cintia Rangel, lembrou a importância de ampliar espaços que permitam a capacitação e formação de líderes. “Meu ingresso na CSPB se deu exatamente no período em que a entidade iniciava um audacioso projeto para a formação de dirigentes. Esse programa da nossa entidade busca duas metas: a primeira com foco na formação dos dirigentes; a segunda busca garantir multiplicação de formadores. Na questão etária e de gênero, nos acreditamos que devem ser tratados com o mesmo enfoque dos direitos humanos. Nós buscamos a igualdade participação no âmbito de nossas diversidades”, argumentou.
Na segunda fase do debate, os líderes sindicais concederam breves informes sobre a situação dos servidores públicos de cada país. Aprovaram, também, moções de repúdio aos casos de práticas anti-sindicais ocorridas em diversas nações latino-americanas e caribenhos. Mais uma vez, as lideranças condenaram o bloqueio a Cuba e decidiram promover uma campanha regional para que o dia 27 de junho seja declarado, oficialmente, o Dia do Trabalhador Estatal.
SECOM/CSPB
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