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Publicado: 19/05/2014 | 08:38
ARTIGO: O movimento sindical e a política
"Para preservar direitos e garantias dos trabalhadores, quer seja na iniciativa privada ou no setor público, as organizações sindicais enquanto agentes políticos e sociais devem transformar a relação entre o capital e trabalho no aperfeiçoamento do melhor diálogo social"

por Fernando Borges
A organização sindical ainda não se ajustou ao mundo contemporâneo para exercitar plenamente o poder social inerente a sua natureza de formação, muito embora tenha na sua militância, ávidos sindicalistas que buscam a relação de governabilidade, como forma análoga, para consolidar o poder de sua representatividade, que esbarra no limite do poder político conservador de alguns, exercido com objetivos claros de podar direitos, limitar conquistas quando não excluí-las e, ainda mensurar o estado que melhor lhes convier, tudo em nome de um poder substitutivo, concedido nas urnas pelo eleitorado.
Nós que fazemos parte desse instrumento de ação política, que é o movimento sindical, somos cônscios de que formamos o tripé dessa base da estrutura democrática do país e aumentamos essa convicção sempre que o reflexo dos resultados pós-mobilização apontam uma agenda positiva em prol dos trabalhadores, se verificando que seu imediatismo teve como consequência o êxito, em virtude da mobilização haver, na prática, alcançado de forma conjunta em nome da unidade de ação e de causas pontuais o desfecho favorável do exercício da cidadania.
Para preservar direitos e garantias dos trabalhadores, quer seja na iniciativa privada ou no setor público, as organizações sindicais enquanto agentes políticos e sociais devem transformar a relação entre o capital e trabalho no aperfeiçoamento do melhor diálogo social, pautando avanços na negociação coletiva, sem, contudo, permitir a flexibilização da legislação, onde possa prevalecer o negociado sobre o legislado.
Ressalte-se, por outro lado, que em pleno século XXI, ainda padecemos da discriminação no âmbito da organização sindical dos servidores públicos, daquilo que é essencialmente básico, como o direito de sindicalização, do custeio do sistema compulsório para manutenção do sistema confederativo e o direito de greve. Esses direitos, hoje, são admitidos precariamente para os servidores públicos por associação as regras do setor privado.
Até onde chegaremos com esse poder político social transformador, encolhendo diante da manipulação daqueles que fazem política de interesses com o intuito de confundir momento de gravidade de gestão, em desvio de atenção para atingir objetivos difusos. Chegou a hora da reação, precisamos agir!
A Fetasp/PB, tem incentivado a politização no âmbito da organização de suas lideranças sindicais, fazendo a luta contra ou a favor de algo de forma suprapartidária, priorizando o atendimento das demandas de seus filiados acima da luta meramente corporativa. Isso abre perspectiva para trabalhar o novo marco, onde o movimento sindical e a política fazem divisa. Hoje, equivocadamente, a organização política influencia dentro da organização sindical, mas, a força desse NOVO MARCO propõe que os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, decidam suas políticas essencialmente voltadas para os interesses dos trabalhadores e as encaminhe aos partidos políticos, na expectativa de que devam ser adotadas pelos parlamentares, independente da esfera de poder em que estejam atuando, enquanto feitores da lei.
Os servidores públicos lutam pela igualdade de direitos e não pela conquista de privilégios, vamos em frente com a Paraíba unida na luta!
* Fernando Borges é presidente da Fetasp-PB e diretor financeiro da CSPB
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