Notícias Publicado: 20/06/2014 | 11:26

Após campanha, denúncias de violência contra a mulher aumentam 60%

As denúncias feitas pelo Ligue 180 saltaram de uma média de 12 mil para 20 mil por dia



Na última quarta-feira (18), a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, afirmou que as denúncias de violência contra mulheres recebidas pelo Ligue 180 nas últimas três semanas tiveram um aumento de 60%. As ligações saltaram de uma média de 12 mil para 20 mil por dia.
 
A ministra atribuiu esse aumento à campanha nacional “Violência contra as mulheres – Eu ligo”, que tem como objetivo estimular as denúncias por meio da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180. A campanha, lançada em 25 de maio, incluiu um novo aplicativo para celular chamado Clique 180, que pode ser baixado gratuitamente na internet. O programa permite acesso direto ao Ligue 180 e contém informações sobre os tipos de violência contra a mulher, dados de localização dos serviços da rede de atendimento e sugestões de rota para chegar até eles.
 
“A violência contra a mulher é uma chaga que estamos combatendo cotidianamente. É possível combatê-la por meio de políticas públicas de prevenção, proteção e punição aos agressores e por campanhas que mudam a cultura da violência no nosso país, como a campanha 'Eu ligo'”, disse Eleonora.
 
A ministra disse ainda que foram relatados, desde o início da Copa do Mundo, dois estupros a turistas estrangeiras. Segundo ela, os crimes foram cometidos por um estrangeiro e um brasileiro. “Mas já está resolvido, tudo foi apurado. Elas já foram embora”, informou.
 
Em seu discurso, Eleonora também repudiou as vaias e ofensas à presidenta Dilma Rousseff na abertura da Copa do Mundo. “Foi lamentável, foi execrável. As mulheres brasileiras se sentiram agredidas e humilhadas. O Conselho Nacional dos Direitos da Mulher soltou uma nota lamentando e repudiando. Tem preconceito por ela ser mulher também”.
 
A ministra informou, também, que a primeira Casa da Mulher deve ser inaugurada em Brasília até o fim do mês de setembro e dez casas até o fim do ano. Os centros de atendimento integrarão serviços públicos de segurança, saúde, acesso à Justiça, assistência social e orientação para o trabalho, emprego e renda em 26 capitais. 
 
 
 
 


SECOM/CSPB com informações da Agência Brasil