Notícias
Publicado: 20/06/2014 | 11:30
Sancionado piso salarial para agentes comunitários de saúde
Após a sanção da presidenta Dilma Rousseff, os agentes comunitários passam a ter direito, desde quarta-feira (18), a piso salarial de R$ 1.014 em todo o país.

Após a sanção da presidenta Dilma Rousseff, os agentes comunitários passam a ter direito, desde quarta-feira (18), a piso salarial de R$ 1.014 em todo o país. No entanto, ao sancionar o piso, alguns dispositivos que tratavam da organização das carreiras, do reajuste do valor e de incentivos da União para o fortalecimento das áreas de atuação desses profissionais foram vetados.
O Senado aprovou o novo piso em no mês de maio com parte das mudanças feitas pela Câmara dos Deputados (SDC 270/2006) ao projeto original do ex-senador Rodolpho Tourinho.
A lei decorrente da sanção (Lei 12.994/2014) estabelece o valor mínimo de R$ 1.014 a todos os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, vinculados aos municípios, aos estados e à União, que cumpram jornada de 40 horas semanais.
No entanto, um dos pontos mais debatidos pelos senadores permanece indefinido: o critério de atualização do piso. Segundo o texto da Câmara, a partir de 2015, o piso seria reajustado pela mesma sistemática aplicada ao salário mínimo, que concede aumentos proporcionais à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais variação do PIB de dois anos antes.
Porém, os senadores derrubaram essa regra e estabeleceram que os reajustes fossem definidos por decreto do Executivo – o que acabou vetado pela presidenta Dilma sob a alegação de afronta à Constituição.
Os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), José Agripino (DEM-RN) e Roberto Requião (PMDB-PR), durante votação no Plenário do Senado, alertaram para o risco de a conquista do piso ser “congelada no tempo” e “corrida pela inflação”.
“De nada adianta a previsão de um piso nacional se não tiver a previsão da correção desse piso quando ele for deteriorado pela inflação. Direitos têm que ser inteiros. Não é direito quando é feito pela metade”, defendeu Randolfe.
SECOM/CSPB com informações da Agência Senado
Compartilhe essa notícia
Mais lidas dos últimos 30 dias
01
CSPB participa de reunião extraordinária do Instituto Servir Brasil e reforça unidade pela aprovação do PL 1893/2026 (5810 views • 07/07/2026)
02
CSPB intensifica articulação para construir consenso e viabilizar aprovação da negociação coletiva no serviço público (5474 views • 10/07/2026)
03
CSPB celebra avanço histórico da negociação coletiva e convoca mobilização nacional pela aprovação do PL 1893/2026 (5035 views • 02/07/2026)
04
CSPB repudia perseguição a dirigentes sindicais e anuncia reação política e jurídica em defesa da liberdade sindical (4965 views • 15/07/2026)
05
CSPB lança ‘Carta de Compromisso 2026’ para pautar a defesa do serviço público nas eleições (4848 views • 09/07/2026)
06
CSPB reforça articulação por consenso para viabilizar aprovação do PL da Negociação Coletiva (4758 views • 08/07/2026)
07
Nota Técnica do MPT fortalece atuação dos sindicatos na fiscalização de contratos terceirizados (4750 views • 21/07/2026)
08
CSPB amplia articulação política e convoca servidores para audiência pública decisiva sobre a negociação coletiva no serviço público (4698 views • 23/07/2026)
09
FMI reconhece fracasso das privatizações e aponta nova onda estatal (4679 views • 01/07/2026)
10