Notícias Publicado: 10/07/2014 | 15:54

Homenagem a Plínio reúne parentes e políticos

Cerca de mil pessoas foram se despedir do ex-deputado federal.



O enterro do ex-deputado federal Plínio de Arruda Sampaio reuniu cerca de mil pessoas em Perdizes, Zona Oeste da Grande São Paulo. Plínio recebeu a última homenagem de parentes, amigos, companheiros de política e militantes de movimentos sociais na Paróquia São Domingos, na manhã de ontem. Aos 83 anos, o ex-parlamentar morreu na terça-feira, vítima de um câncer ósseo. Ele estava internado havia um mês no Hospital Sírio-Libanês. Segundo o hospital, Plínio teve uma falência de múltiplos órgãos e sistemas.

O velório começou por volta das 8h. Às 11h30, houve uma missa. Plínio deu início à militância política dentro da Igreja. Ele integrou a Juventude Universitária Católica. O primeiro cargo eletivo foi conquistado em 1962 pelo extinto Partido Democrata Cristão. Em 2010, Plínio concorreu à Presidência pelo PSol, ficando em quarto lugar na disputa, mas ganhando destaque pela participação nas redes sociais e pelos confrontos irreverentes em debates.

O sepultamento ocorreu às 14h30, no Cemitério do Araçá. Ele foi lembrado como um homem fiel a seus ideais e que deveria servir de exemplo. Esposa de Plínio havia quase 60 anos, Marietta Ribeiro de Azevedo lembrou que o marido sempre “acreditou em uma sociedade mais justa”. Marietta foi aplaudida de pé ao recitar os versos de When the saints go marching in, canção-símbolo da luta de escravos norte-americanos pela liberdade: “Quando no fim do mundo os santos marcharem em busca de liberdade, quero estar no meio deles. Nada de medo, nada de morte”.

Luciana Genro, candidata do PSol à Presidência nas eleições de outubro, esteve presente, bem como tucanos, petistas e integrantes de outros partidos. O candidato ao senado José Serra (PSDB), o governador Geraldo Alckmin (PSDB), o senador Eduardo Suplicy (PT), a deputada federal Luiza Erundina (PSB), o presidente do PSTU, Zé Maria, e, representando o PV, Eduardo Jorge. Companheiros de Plínio da Igreja Católica, como Frei Betto; representantes dos movimentos sociais e sindicais, como João Pedro Stédile, do MST, e Guilherme Boulos, do MTST; intelectuais e artistas também renderam as últimas homenagens a Plínio.

Fonte: Correio Braziliense