Notícias Publicado: 12/02/2015 | 09:33

NCST: ​Um dia de muita articulação política em Brasília

A Nova Central, em conjunto com diversas centrais sindicais, foi buscar o apoio dos parlamentares em Brasília. As lideranças sindicais entendem que as medidas de reajuste fiscal estão prejudicando os trabalhadores e favorecendo as camadas ricas. Diversos parlamentares, inclusive da base aliada e do próprio PT, apresentaram emendas no sentido de corrigir possíveis distorções. 



A agenda do presidente Nacional da Nova Central, José Calixto Ramos (Sr. Calixto) foi marcada de muita articulação política na terça-feira (10/2) em Brasília. Acompanhado de membros de outras centrais, ele esteve com Aroldo Cedraz presidente Tribunal de Contas da União (TCU), com os presidentes da Câmara, Eduardo cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para discutir temas de interesse dos trabalhadores (as) brasileiros.

Aos deputados e senadores os sindicalistas pleitearam alterações no texto das duas medidas provisórias (MPs 664 e 665) que mudam as regras de benefícios trabalhistas e previdenciários. De acordo com Sr. Calixto, pelo visto até a base aliada admite alterar as medidas provisórias que prejudicam os trabalhadores.

“De muitos ouvimos declarações de apoio e confirmaram que as MPs deverão ser mesmo, modificadas ao longo da tramitação. O próprio líder do PT na Câmara, deputado Sibá Machado (PT-AC), afirmou ser difícil, hoje, imaginar que as MPs serão votadas da forma como foram encaminhadas pelo Executivo ao Congresso”.

Disse que em reunião com outros parlamentares e os presidentes da Câmara, e do Senado, o posicionamento se assemelha ao da base aliada da presidenta Dilma, no sentido de mexer no texto com os ajustes nos benefícios. Sr. Calixto afirma que os trabalhadores (as) correm contra o tempo, pois a maioria das novas regras já está em vigor, só que as MPs precisam obrigatoriamente passar pelo Congresso para não perder a validade.

Por este motivo as centrais foram buscar o apoio dos deputados e senadores em Brasília. Por entenderem que as medidas de reajuste fiscal estão prejudicando os trabalhadores e favorecendo as camadas ricas, diversos parlamentares, inclusive da base aliada e do próprio PT, apresentaram emendas no sentido de corrigir possíveis distorções.

Até o final da tarde de segunda-feira, na MP que muda regras de pensões e auxílio-doença, 435 emendas tinham sido apresentadas. Na MP do seguro-desemprego, 201 tinham sido sugeridas, sendo 36 do PT.

O deputado Vicentinho(PT-SP), ex-presidente da CUT e líder da bancada petista até a semana passada, foi um dos que sugeriu mudanças. Ele pediu alteração para manter as regras atuais para o pagamento de pensões caso de morte por acidente ou doença relacionada ao trabalho.

Sem a emenda, a medida provisória acaba com o benefício vitalício para cônjuge de até 35 anos e estabelece, a partir dessa idade, um escalonamento de acordo com a expectativa de vida.






Fonte: Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST