Notícias nos Estados Publicado: 3/06/2015 | 15:33

RJ: Diretoria executiva da Uppes participa de audiência pública na Alerj

​Representantes do sindicato participaram do debate sobre a Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO), na Comissão de Educação.


A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) foi tema de debate, na Comissão de Educação, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), nesta quarta-feira (27/5).

Durante o debate, a presidente da UPPE-Sindicato, Teresinha Machado da Silva, destacou a situação salarial do magistério público no estado e o cumprimento das leis por parte das autoridades governamentais.  "O sindicato, como representante dos professores públicos está ciente dos problemas que os educadores enfrentam, conhece o que eles precisam e como estão as escolas. Desde 1988, quando foi permitido nos organizar em sindicato, a lei da data-base não tem sido cumprida. Pela lei, o sindicato deve ser recebido pelo governador, secretários de educação e planejamento para que seja discutido o percentual de reajuste necessário", frisou.

Durante seu pronunciamento, a sindicalista enfatizou a lei recém-aprovada na Alerj que garante auxílio educação para magistrados e servidores do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, onde cada servidor passa a ter direito ao valor de R$953,47 por filho com idade entre 8 e 24 anos, sendo o limite de três dependentes por magistrado ou servidor. "Gostaria, primeiramente, deixar claro  que não sou contra os benefícios que foram aprovados para os servidores do poder judiciário, acho muito bom que possam receber um bom salário. No entanto, se o servidor possuir três filhos, ele receberá R$2.860,41, enquanto o professor do estado tem o salário inicial de R$1.179,35. Acredito que se nós queremos uma sociedade mais igualitária temos que começar pelo serviço público, dando maior igualdade entre os servidores e é em prol disso que a UPPES tem trabalhado", assinalou.

Outro ponto destacado pela presidente da UPPES foi o Ensino Integral, que foi citado inúmeras vezes durante a audiência. "Sou fã da escola integral, meus filhos estudaram na escola da grande educadora Myrthes Wenzel, no entanto, ressalto que o custo dela é mais alto.   É necessário haver todo um planejamento, toda uma equipe para receber esses alunos. É preciso analisar com muita cautela e observar se o Estado está em condições de oferecer esse ensino com qualidade. Acredito, firmemente, que da forma como está hoje, não podemos oferecer esta modalidade em todas as escolas. Em algumas, por experimentação, é razoável, porém em todas as escolas, acredito ser  precipitado", afirmou.

A educadora defendeu investimentos em educação e valorização salarial do professor público, como forma de avançar em todos os aspectos sociais. "O que precisa ser feito é valorizar e motivar os professores para trabalharem nas escolas. Recentemente, participamos de um debate, onde havia educadores do Ensino a Distância e ficamos impressionados ao saber que havia educadores que não estavam recebendo salário. Na rede pública de ensino, temos visto professores adoecendo, com carga horária excessiva, insatisfeitos e os alunos também, como consequência", destacou.

Segundo a presidente da UPPES, atualmente, o educador, de um modo geral, tem lidado com outros problemas que transcendem a sala de aula. "Hoje, o educador precisa competir com outra escola, uma que possui muitos recursos, ou seja, um poder muito desigual para nós, que é a "escola do crime". Precisamos buscar recursos para atrair cada vez mais professores, que serão educadores para vida dessas muitas crianças que estamos perdendo para o crime", salientou. A educadora também cobrou dos representantes governamentais o cumprimento do Plano de Carreira do Magistério Estadual. Segundo ela, desde 2012, não tem sido cumprido o enquadramento do professor de um nível para outro superior, com base em maior grau de formação profissional específica.

O sindicato também foi representado na Audiência Pública, pelas diretoras da UPPES: Eliane da Costa Seabra, Lucinda Bezerra de Menezes, Sônia Sardela, Vanença Moraes, Abigail Rosa Amin e Neuza Caldas Maia.
A Audiência Pública foi presidida conjuntamente, pelos deputados: Pedro Fernandes, da Comissão de Orçamento e Comte Bittencourt, da Comissão de Educação. O encontro também contou com a participação dos deputados: Dr. Julianely, Waldeck Carneiro, Flávio Serafini, Tio Carlos e Ana Paula Rechuam, todos membros da Comissão de Educação da Alerj, além de representantes da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), Secretaria Estadual de Educação (Seeduc), da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro e membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ)

Fonte: Uppes

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