Notícias Publicado: 29/07/2015 | 09:20

Movimento sindical protesta contra o aumento dos juros

Manifestação das centrais sindicais em frente ao Banco Central (BC), na Avenida Paulista em São Paulo, contra o aumento da taxa de juros na manhã de terça-feira (28/7), pediu o afastamento do ministro da Fazenda do Brasil, Joaquim Levy, que pela quinta vez este ano defende o aumento da taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano. 



Manifestação das centrais sindicais em frente ao Banco Central (BC), na Avenida Paulista em São Paulo, contra o aumento da taxa de juros na manhã de terça-feira (28/7), pediu o afastamento do ministro da Fazenda do Brasil, Joaquim Levy, que pela quinta vez este ano defende o aumento da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 13,75% ao ano.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC deve aprovar a sétima elevação consecutiva da taxa para 14,25%, no maior nível em nove anos. A preocupação dos sindicalista é de que a contínua elevação dos juros – que no início de 2013 estavam em 7,25%, menor índice da história – provocam inúmeras demissões.

Para demonstra tamanho descontentamento com os rumos da economia, a Nova Central, CSB, CTB, CUT, Força, e UGT divulgaram manifesto no qual afirmam que a política do governo, incluído o ajuste fiscal, "derruba a atividade econômica, deteriora o mercado de trabalho e a renda, aumento o desemprego e diminui a capacidade de consumo das famílias e, mais, reduz a confiança e os investimentos dos empresários, o que compromete a capacidade de crescimento econômico futuro".

Com bandeiras e faixas, os manifestantes pretende sensibilizar os “tecnocratas do governo” e a sociedade sobre a importância de manter a taxa de juros em patamares menores. Um panelaço e um pódio para premiar banqueiros e especuladores com medalhas de ‘Campeões Mundiais de Juros Altos’. O primeiro lugar é para os juros altos; o segundo, pra recessão e o terceiro, pro desemprego.

Para as centrais, a política monetária é "ineficaz" no combate à inflação, principal argumento do BC. Além disso, torna mais caro o crédito para consumo, inibe investimentos e diminui a arrecadação do governo. "Nesse contexto adverso somente os bancos estão ganhando", afirmam.

De acordo com Luiz Gonçalves (Luizinho), presidente Estadual da Nova Central – SP, a última redução da Selic foi em outubro de 2012, de 7,50% para 7,25%, em um momento de cortes contínuos, iniciado em agosto de 2011.” O Copom manteve a taxa nesse nível durante mais três reuniões, e a partir de abril de 2013 voltou à política de altas, que impõem enormes sacrifícios para a classe trabalhadora, afirmou. 







Fonte: Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST