Notícias nos Estados
Publicado: 1/12/2015 | 08:07
SP: Sindspam critica Reestruturação Administrativa e alerta vereadores antes do projeto ser votado
Para o sindicato a afirmação de que o projeto reduz os cargos de confiança é artificial. Em 31/08/2015 haviam 213 cargos comissionados providos e 228 funções gratificadas ocupadas, totalizando 441 cargos ou funções. O projeto de Lei enviado à Câmara prevê 206 novos cargos comissionados e 276 funções gratificadas, totalizando 482 cargos ou funções.

Adail e o diretor Gilberto entregando o relatório aos vereadores Roselei Françoso e Sérgio Rocha
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos Municipais de São Carlos (Sindspam), Adail Alves de Toledo, esteve nesta sexta-feira (27) na Câmara Municipal, entregando aos 21 vereadores um relatório com a análise preliminar feita no Projeto de Lei da Prefeitura Municipal de São Carlos que “dispõe sobre a organização e Estrutura administrativa do Poder Executivo do município de São Carlos e adota outras providências”.
“Para o sindicato a afirmação de que o projeto reduz os cargos de confiança é artificial. Em 31/08/2015 haviam 213 cargos comissionados providos e 228 funções gratificadas ocupadas, totalizando 441 cargos ou funções. O projeto de Lei enviado à Câmara prevê 206 novos cargos comissionados e 276 funções gratificadas, totalizando 482 cargos ou funções. Ou seja, há a possibilidade de um aumento no número de cargos e funções de confiança em relação ao praticado em agosto de 2015, antes das recentes exonerações determinadas pela justiça”, explicou Adail.
Mais do que um aumento numérico, o projeto, se aprovado, deve representar um aumento no gasto com cargos em comissão. Em agosto de 2015 (conforme cálculo efetuado à partir de números publicados no site da Prefeitura) seria de R$ 17.401.695,12 o gasto anual com os cargos comissionados então ocupados. Sendo providos os cargos propostos no projeto de lei, o município passará a gastar anualmente R$ 18.789.043,20, apenas com os cargos comissionados.
Adail cita como exemplo o cargo de diretor com salário de R$ 5.506,00. Antes era em número de 52 (48 providos em 31/08/2015) e agora passarão para 90. “Dificilmente algum deles deixará de ser provido, pois as diretorias representam, no projeto de lei, unidades físicas relacionadas às diversas atividades e/ou processos de trabalho da Administração Direta. Os cargos de diretor serão os vagões de luxo do novo “trem da alegria” que se pretende implantar”.
Outro exemplo é o cargo de Chefe de divisão que foi recriado no projeto de lei com o nome de “Chefe de Serviço”, inclusive com a mesma remuneração. “No organograma juntado ao processo existem diretorias, mas não existem “serviços” ou “equipes”. Quais são os serviços e equipes? Como e onde funcionarão? subordinados a quem?”, questiona o sindicalista.
O documento ainda cita que “aos Servidores de carreira restaram apenas migalhas. Com exceção das funções de Procurador Geral do Município, Comandante e Subcomandante da Guarda, que passam a serem exclusivos dos servidores efetivos (por imposição legal), as demais funções gratificadas criadas são de baixa remuneração e, ao que tudo indica, de grande responsabilidade”.
“Basta ver a função do Líder de equipe (gratificação de R$ 1.499,00) que terá exatamente as mesmas atribuições do Diretor (vencimentos de R$ 5.506,00) e do Chefe de serviço (vencimentos de R$ 3.424,00), fato que demonstra a ilegalidade e incoerência do Projeto de lei.
O discurso de que o projeto “valoriza o servidor efetivo municipal” é uma falácia. As funções destinadas aos servidores efetivos são as de menores remunerações e grandes responsabilidades.
A função de Oficial de Gabinete tem gratificação de apenas R$ 687,00. Além disso, o percentual mínimo de cargos comissionados a serem ocupados por Servidores de carreira será de apenas 10% (a proposta original encaminhada pela Secretária de Administração era de 30%, mas o Prefeito deve ter achado que isso era muito)”, disse Adail.
Há erros formais e ilegalidades no processo. Verifica-se agressão à Lei Municipal nº 16.000 de 23/02/12, pois as atividades de planejamento institucional que envolvam empregos e quantitativos devem ser submetidos aos órgãos de governança, com participação dos Servidores Municipais (artigo 29). Também, entre outros erros, o organograma juntado ao processo não corresponde aos cargos propostos no Projeto de Lei.
“Por tudo o que expusemos neste relatório entregue aos vereadores é que defendemos foi a devolução do processo ao Poder Executivo e a criação de uma comissão, com participação do Sindicato, para reformulação da proposta, visando uma estrutura administrativa que de fato represente economia para o município e valorização dos servidores de carreira”, encerrou Adail.
Fonte: Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos Municipais de São Carlos – Sindspam
Compartilhe essa notícia
Mais lidas dos últimos 30 dias
01
CSPB participa de reunião extraordinária do Instituto Servir Brasil e reforça unidade pela aprovação do PL 1893/2026 (5789 views • 07/07/2026)
02
CSPB intensifica articulação para construir consenso e viabilizar aprovação da negociação coletiva no serviço público (5460 views • 10/07/2026)
03
CSPB celebra avanço histórico da negociação coletiva e convoca mobilização nacional pela aprovação do PL 1893/2026 (5024 views • 02/07/2026)
04
CSPB repudia perseguição a dirigentes sindicais e anuncia reação política e jurídica em defesa da liberdade sindical (4944 views • 15/07/2026)
05
CSPB lança ‘Carta de Compromisso 2026’ para pautar a defesa do serviço público nas eleições (4822 views • 09/07/2026)
06
CSPB reforça articulação por consenso para viabilizar aprovação do PL da Negociação Coletiva (4741 views • 08/07/2026)
07
FMI reconhece fracasso das privatizações e aponta nova onda estatal (4651 views • 01/07/2026)
08
Nota Técnica do MPT fortalece atuação dos sindicatos na fiscalização de contratos terceirizados (4630 views • 21/07/2026)
09
CSPB e Sindfazenda reforçam parceria em defesa dos servidores públicos e da negociação coletiva (4396 views • 02/07/2026)
10