Notícias nos Estados Publicado: 18/04/2016 | 11:32

TO: Servidores se mobilizam contra projeto que congela salários e limita progressões

Servidores públicos do Tocantins aderiram ao movimento nacional de luta contra o PLP 257/2016 e iniciaram, na última quarta-feira (13), uma grande mobilização contra o Projeto de Lei Complementar da Presidência da República que trata da renegociação das dívidas dos Estados com o Governo Federal.



Servidores públicos do Tocantins aderiram ao movimento nacional de luta contra o PLP 257/2016 e iniciaram, na última quarta-feira (13), uma grande mobilização contra o Projeto de Lei Complementar da Presidência da República que trata da renegociação das dívidas dos Estados com o Governo Federal e pode abrir caminho para congelar salários, limitar progressões, suspender concursos públicos, elevar contribuição previdenciária, reduzir indenizações, impor previdência complementar aos funcionários públicos, além de criar espaço para demissão de servidores concursados, suspensão da política de aumento do salário mínimo e precarização do serviço público.

No Tocantins o movimento foi coordenado pela FESSERTO (Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos do Tocantins) e contou também com a mobilização de outras 15 entidades representativas, dentre elas o SINDIFISCAL presidido pelo vice-presidente da CSPB no Tocantins, Carlos Campos.

Os líderes sindicais fizeram panfletagem em diversos órgãos do Estado e conversaram com muitos servidores para conscientizar os colegas dos prejuízos que a proposta do governo federal, elaborada em parceria com vários governos estaduais, vai trazer para o serviço público. Esse trabalho de panfletagem e conscientização continuará até que o maior número possível de servidores seja sensibilizado.

Para todas as entidades, o projeto é altamente nocivo aos servidores públicos, pois revoga conquistas e direitos históricos já previstos na legislação. “Estamos aqui para mostrar o mal que essa proposta pode fazer a todos nós. Os governos estão em crise econômica, causada por má gestão deles, e querem passar a conta para quem não tem culpa. Não podemos deixar essa proposta passar”, destacou o presidente da FESSERTO, Carlos Augusto Melo de Oliveira (Carlão).

Já o vice-presidente da CSPB no Tocantins, Carlos Campos, disse que é fundamental que todos os servidores estejam atentos e conheçam os detalhes do PLP: “Esta é uma luta de todos. Não podemos permitir que essa proposta vá a votação e seja aprovada. O servidor público não pode ser penalizado. Não temos qualquer culpa da má gestão dos governo em todos os níveis, pelo contrário, mesmo com falta de pessoal e estrutura, damos o máximo para garantir um bom serviço à população”, frisou Campos.

 
Continuidade


A mobilização foi articulada durante reuniões preparatórias realizadas pela FESSERTO em Palmas, com o apoio do SINDIFISCAL e do vice-presidente da CSPB no Tocantins, Carlos Campos, que participou das deliberações da CSPB em Brasília em encontro no dia 05.

Entre as estratégias adotadas no Tocantins, estão: a conscientização dos servidores públicos através da panfletagem, visitas dos líderes sindicais aos 11 congressistas do Estado e publicação de vídeo informativo em veículos de massa. Caso as ações não surtam efeitos, os servidores se preparam para paralisações e até mesmo a adesão a uma greve geral.

Os sindicatos também estão convocando os filiados a assinar a petição contra o PLP 257/2016 acessando o link: http://www.peticaopublica.com.br/psign.aspx?pi=BR89572






Fonte: Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos do Tocantins - Fesserto