Notícias Publicado: 25/10/2016 | 07:30

Fesempre: Conselheiro dos beneficiários do IPSEMG visita as cidades de Patrocínio e Araxá, em Minas Gerais

Ambas as cidades sofrem com o mesmo problema, a falta de teto para o atendimento dos usuários do Ipsemg.



O membro do Conselho dos Beneficários do Ipsemg (CBI), presidente do Sindicato dos Trabalhadores Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado de Minas Gerais (Sindpúblicos) e diretor da Federação Interestadual dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais (Fesempre), Geraldo Henrique, visitou Patrocínio e Araxá, ambas em Minas Gerais para entender a demanda dos municípios e saber como está o atendimento aos usuário do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg).


PATROCÍNIO


Em Patrocínio, região do Triângulo Mineiro, a realidade é a falta de teto para a realização de consultas e atendimentos em todas as especialidades. De acordo com Geraldo Henrique, o problema se agravou devido ao fato de o Ipsemg ter aumentado o preço de tabela das consultas, mas não alterou o teto. "O número de consultas diminuiu consideravelmente. Por exemplo: recebendo R$ 50,00 por consulta com teto de R$ 3000,00 o médico atendia 60 usuários. Com a consulta no valor de R$ 62,00 atende apenas 48. O atendimento aos usuários fica comprometido", exemplificou.

O município conta com dois hospitais credenciados, são eles: A Santa Casa de Misericórdia e o Med Center. Nos dois centros hospitalares, os usuários do Ipsemg contam com atendimento 24 horas de urgência e emergência, internações, exames diversos, raio-x, ultrassom, tomografia, mamografia, ressonância magnética, exames cardiológicos, análises clínicas, hemodiálise, além de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), inclusive com leitos neonatal.

Para Geraldo Henrique, há ainda outros agravantes no atendimento do Ipsemg em Patrocínio. "Os médicos não fazem cirurgias pela tabela. Os profissionais cobram por fora do paciente para que as cirurgias sejam realizadas. Além disso, temos a necessidade de ampliar o número de médicos especialistas credenciados em Patrocínio", afirmou. A cidade conta ainda com uma clínica de imagem, Endossom, que realiza consultas de cardiologia, gastroenterologia, proctologia e faz exames de ultrasom, endoscopia, exames cardiológicos, ecocardiograma, eletrocardiograma e colonoscopia. E ainda, quatro laboratórios de análise clínica.

 
ARAXÁ


Segundo Geraldo Henrique, o Hospital Casa do Caminho está fechado. "Vários médicos que prestavam consultas eletivas estão sem local para atender. O hospital tem ênfase no tratamento psiquiátrico, a cidade é referência nessa especialidade na região. Apesar de não ter pronto atendimento, o hospital realiza internações, cirurgias programadas e exames de ultrassonografia, raio-X e eletroencefalograma. Além disso, os pacientes internados na área psiquiátrica tem atendimento psicológico e fisioterápico. Essa é uma perda considerável para os usuários e o município", explicou.

Em Araxá há dois hospitais credenciados. O Dom Bosco atende consultas eletivas, urgência e emergência. Além de realizar exames de ultrassonografia, raio-X, ressonância magnética, cateterismo, angioplastia. A Santa Casa realiza exames como: ultrassonografia, raio-X, tomografia, além de exames laboratoriais, sendo dotado de hemodinâmica.

No município, a tabela dos médicos foi reajustada exatamente da mesma forma que em Patrocínio, portanto, se antes o teto permitia atendimento a 60 pessoas, atualmente atende apenas 48. "O ideal é que o teto também recebesse um aumento proporcional", afirmou Geraldo Henrique.

 



 

Fonte: Federação Interestadual dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais - Fesempre