Notícias
Publicado: 6/02/2017 | 13:49
Clipping: Líder do Psol diz que vai combater “agenda ilegítima” do governo federal
Deputado Gláuber Braga diz que as reformas nada mais fazem do que pressionar trabalhadores a pagar pela crise.
A postura do Psol na Câmara dos Deputados em 2017 será de resistência à “agenda ilegítima” do governo federal, como se referiu o novo líder do partido, deputado Glauber Braga (RJ), às propostas que o presidente Michel Temer tem enviado à Casa. Na avaliação do parlamentar fluminense, as reformas da Previdência e a trabalhista nada mais fazem do que pressionar trabalhadores brasileiros para que paguem a conta da crise econômica.
Em relação à reforma política, Glauber Braga afirma que a verdadeira mudança trataria de diminuir o peso do poder econômico sobre os mandatos. Atento a tudo isso, o partido vai atuar para que a população participe mais do processo legislativo.
Glauber Braga tem 34 anos e está em seu terceiro mandato como deputado. Filiado ao Psol desde 2015, passou antes pelo PSB. Na Câmara, foi relator da Comissão Especial de Medidas Preventivas Diante das Catástrofes Climáticas. O seu relatório resultou no Estatuto de Proteção e Defesa Civil (Lei 12.608/12). Foi também presidente da Comissão de Educação em 2014.
Leia abaixo a entrevista concedida pelo líder:
Quais as prioridades do Psol em 2017?
O Psol considera fundamental a resistência a essa agenda ilegítima que está sendo implementada pelo governo. A gente está falando de reforma da Previdência, em que a pessoa vai ter que contribuir por 49 anos para ter aposentadoria integral, e do que eles chamam de reforma trabalhista, em que a CLT é rasgada e jogada no lixo.
A gente vai precisar ter uma forte resistência parlamentar, mas também um contato permanente com a sociedade, demonstrando aquilo que está em jogo com a aprovação dessas matérias. A gente espera que, com a pressão da sociedade brasileira, o Parlamento em 2017 se torne mais democrático, menos autoritário e menos colocador em prática de projetos e propostas que restrinjam os direitos da maioria dos trabalhadores brasileiros.
O partido vai priorizar algum projeto dentro da pauta do Legislativo?
O partido vai priorizar todas as propostas que tenham como objetivo a ampliação da participação popular, do controle social sobre as ações do legislativo e que, do ponto de vista econômico, façam com que a maioria da sociedade brasileira, dos trabalhadores, da classe média e daqueles que têm os menores rendimentos não paguem a conta dessa crise.
A gente vai continuar batalhando pela regulamentação do imposto sobre grandes fortunas, pela auditoria da dívida pública brasileira. Vai ser um ano de resistência à agenda que está sendo implementada pelo governo e, além disso, de apresentação e de acúmulo de propostas junto com a sociedade para ampliar a pressão sobre o Parlamento.
É possível sair alguma proposta de reforma política em 2017?
A gente tem que ampliar junto à sociedade brasileira a discussão sobre a necessidade de uma reforma política real. Uma reforma política real é aquela que diminui o peso do poder econômico sobre os mandatos, que faz com que a representação parlamentar não seja distorcida só para quem tem dinheiro para fazer campanhas caríssimas e, além disso, que amplie a participação popular. Essa é a verdadeira reforma política.
A reforma política, para a gente, não é diminuir o direito à representação daqueles partidos que possam apresentar propostas alternativas para a sociedade brasileira, inclusivas, que ampliem direitos, como a Câmara tem feito, como o Senado Federal tem feito. Eles apresentam como se fosse reforma política, mas na verdade o que eles querem é acumulação de mais poder. O que a gente defende é uma reforma política verdadeira, onde você tenha ampliação dos instrumentos de participação direta.
Confira entrevistas com outros líderes
Agência Câmara de Notícias
Em relação à reforma política, Glauber Braga afirma que a verdadeira mudança trataria de diminuir o peso do poder econômico sobre os mandatos. Atento a tudo isso, o partido vai atuar para que a população participe mais do processo legislativo.
Glauber Braga tem 34 anos e está em seu terceiro mandato como deputado. Filiado ao Psol desde 2015, passou antes pelo PSB. Na Câmara, foi relator da Comissão Especial de Medidas Preventivas Diante das Catástrofes Climáticas. O seu relatório resultou no Estatuto de Proteção e Defesa Civil (Lei 12.608/12). Foi também presidente da Comissão de Educação em 2014.
Leia abaixo a entrevista concedida pelo líder:
Quais as prioridades do Psol em 2017?
O Psol considera fundamental a resistência a essa agenda ilegítima que está sendo implementada pelo governo. A gente está falando de reforma da Previdência, em que a pessoa vai ter que contribuir por 49 anos para ter aposentadoria integral, e do que eles chamam de reforma trabalhista, em que a CLT é rasgada e jogada no lixo.
A gente vai precisar ter uma forte resistência parlamentar, mas também um contato permanente com a sociedade, demonstrando aquilo que está em jogo com a aprovação dessas matérias. A gente espera que, com a pressão da sociedade brasileira, o Parlamento em 2017 se torne mais democrático, menos autoritário e menos colocador em prática de projetos e propostas que restrinjam os direitos da maioria dos trabalhadores brasileiros.
O partido vai priorizar algum projeto dentro da pauta do Legislativo?
O partido vai priorizar todas as propostas que tenham como objetivo a ampliação da participação popular, do controle social sobre as ações do legislativo e que, do ponto de vista econômico, façam com que a maioria da sociedade brasileira, dos trabalhadores, da classe média e daqueles que têm os menores rendimentos não paguem a conta dessa crise.
A gente vai continuar batalhando pela regulamentação do imposto sobre grandes fortunas, pela auditoria da dívida pública brasileira. Vai ser um ano de resistência à agenda que está sendo implementada pelo governo e, além disso, de apresentação e de acúmulo de propostas junto com a sociedade para ampliar a pressão sobre o Parlamento.
É possível sair alguma proposta de reforma política em 2017?
A gente tem que ampliar junto à sociedade brasileira a discussão sobre a necessidade de uma reforma política real. Uma reforma política real é aquela que diminui o peso do poder econômico sobre os mandatos, que faz com que a representação parlamentar não seja distorcida só para quem tem dinheiro para fazer campanhas caríssimas e, além disso, que amplie a participação popular. Essa é a verdadeira reforma política.
A reforma política, para a gente, não é diminuir o direito à representação daqueles partidos que possam apresentar propostas alternativas para a sociedade brasileira, inclusivas, que ampliem direitos, como a Câmara tem feito, como o Senado Federal tem feito. Eles apresentam como se fosse reforma política, mas na verdade o que eles querem é acumulação de mais poder. O que a gente defende é uma reforma política verdadeira, onde você tenha ampliação dos instrumentos de participação direta.
Confira entrevistas com outros líderes
Agência Câmara de Notícias
Compartilhe essa notícia
Mais lidas dos últimos 30 dias
01
CSPB participa de reunião extraordinária do Instituto Servir Brasil e reforça unidade pela aprovação do PL 1893/2026 (5831 views • 07/07/2026)
02
CSPB intensifica articulação para construir consenso e viabilizar aprovação da negociação coletiva no serviço público (5512 views • 10/07/2026)
03
CSPB celebra avanço histórico da negociação coletiva e convoca mobilização nacional pela aprovação do PL 1893/2026 (5055 views • 02/07/2026)
04
CSPB repudia perseguição a dirigentes sindicais e anuncia reação política e jurídica em defesa da liberdade sindical (5044 views • 15/07/2026)
05
CSPB lança ‘Carta de Compromisso 2026’ para pautar a defesa do serviço público nas eleições (4879 views • 09/07/2026)
06
Nota Técnica do MPT fortalece atuação dos sindicatos na fiscalização de contratos terceirizados (4859 views • 21/07/2026)
07
CSPB reforça articulação por consenso para viabilizar aprovação do PL da Negociação Coletiva (4778 views • 08/07/2026)
08
CSPB amplia articulação política e convoca servidores para audiência pública decisiva sobre a negociação coletiva no serviço público (4772 views • 23/07/2026)
09
FMI reconhece fracasso das privatizações e aponta nova onda estatal (4700 views • 01/07/2026)
10