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Publicado: 11/04/2017 | 07:53
SP: Municipais de Piracicaba derrotam reajuste zero e fecham acordo salarial
A Assembleia Geral e as mobilizações teve integral apoio da Nova Central Sindical de Trabalhadores que deslocou o carro de som de Brasília para Piracicaba facilitando a comunicação com os servidores públicos e com a categoria.
A terceira assembleia geral dos servidores municipais de Piracicaba, coordenada pelo diretor nacional de Formação Sindical da Nova Central, ocorreu em frente ao prédio da Prefeitura de Piracicaba, com aproximadamente 2000 servidores, na noite do dia 03 de abril de 2017. A administração municipal, desde o começo das negociações com o Sindicato dos Servidores Municipais de Piracicaba e Região insistiam de forma intransigente no reajuste zero, alegando falta de recursos da Prefeitura. Durante o dia 3/04, foram realizadas três rodas de negociações, tensas, já que a diretoria do sindicato não aceitava a proposta de congelamento dos salários dos servidores. Ao final, já na hora da assembleia, houve um significativo avanço: o Executivo apresentou uma contraproposta de reajuste de 4,59%, dividido em duas parcelas, a primeira de 2,30% a ser paga em abril, retroativa ao mês de março, e a segunda parcela de 2,29%, a partir de setembro. Com isso repunha a inflação do período.
Levada para a deliberação da categoria, foi recusada pela grande maioria dos presentes, que reafirmaram a proposta inicial do sindicato, de reajuste de 5,08% em uma única parcela e mais abono de R$ 100,00. Com isso, houve a deliberação por uma paralisação no dia 7/04, sexta-feira, com uma assembleia no dia 06/04. A nova assembleia do dia 6, em frente à prefeitura de Piracicaba, não trouxe novidades. O Executivo afirmava não dispor de de nenhuma margem para alterar o que havia proposto. Assim, compreendendo as dificuldades, os servidores municipais aceitaram os 4,595 parcelados, mas, mantiveram a negociação aberta, com uma comissão de acompanhamento da evolução do quadro financeiro da Prefeitura. Caso venha ocorrer melhora na economia e na arrecadação municipal, será feita reuniões com o Sindicato para novos entendimentos.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Piracicaba, José Valdir Sgrigneiro, “houve uma vitória importante do Sindicato, pela mobilização, pela disposição de luta e, principalmente, por ter derrotado o reajuste que zero que a administração municipal insistia em manter”.
A Assembleia Geral e as mobilizações teve integral apoio da Nova Central Sindical de Trabalhadores que deslocou o carro de som de Brasília para Piracicaba facilitando a comunicação com os servidores públicos e com a categoria.
O diretor jurídico da CSPB (Confederação dos Servidores Públicos do Brasil), José Osmir Bertazzoni, e diretor do Sindicato local, foi atuante em todo o processo de negociação e de mobilização. Ele informou que: “Desde o início sentíamos que seria uma negociação difícil e, pela primeira em 18 anos, depois de ganhos reais consecutivos que chegaram no cumulativo de 47%, corríamos o risco de não repor a inflação, agora em 2017. Por isso recusamos o reajuste zero, mobilizamos a categoria e arrancamos um percentual que, se não é o ideal, favorece a nossa luta de continuar brigando por reajustes reais dos salários dos servidores municipais de Piracicaba. Se fossemos derrotados, dificilmente teríamos condições de repor a perda inflacionária do período negociado. Por isto, para o sindicato e para a categoria, foi um vitória. E vamos continuar negociando, analisando a arrecadação e buscando alternativas para melhoria salarial da nossa categoria”.
Também contou a presença do diretor Nacional de Formação Sindical da Nova Central Sindical e Secretário Nacional de Negociação Coletiva da CSPB (Confederação dos Servidores Públicos do Brasil), Sebastião Soares que participou das negociações e coordenou a assembleia geral. Ele contribuiu para forçar o Executivo a mudar a sua proposta de reajuste zero, salientando que os servidores não podiam pagar pela crise.
Soares ressaltou que em um momento de crise tão profunda, as negociações salariais são sempre difíceis, especialmente no setor público, principalmente com a decisão do Supremo Tribunal Federal de que os dias de greve nos serviços públicos devem ser descontados dos salários. Ele reconheceu que “O sindicato saiu de uma posição intransigente da administração municipal na sua absurda e imoral proposta do reajuste 0%, forçou a negociação, manteve uma postura absoluta em defesa dos interesses da categoria e conseguiu uma vitória.”
Fonte: Sindicato dos Servidores Municipais de Piracicaba e Região
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