Notícias Publicado: 21/07/2017 | 14:22

Policiais Federais protestam contra a PEC 287 em Brasília



A necessidade de uma reforma previdenciária está baseada, em tese, na projeção da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, que aponta para um suposto rombo no INSS seja de R$ 10 trilhões, em 2016, o que significa 11,29% do Produto Interno Bruto (PIB) especulado para o ano, caso uma intervenção do Governo não ocorra. 

A necessidade de uma reforma previdenciária está baseada, em tese, na projeção da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, que aponta para um suposto rombo no INSS seja de R$ 10 trilhões, em 2016, o que significa 11,29% do Produto Interno Bruto (PIB) especulado para o ano, caso uma intervenção do Governo não ocorra. E para garantir a aprovação da Reforma e convencer a população que é a decisão acertada, o presidente Michel Temer já gastou R$ 100 milhões em publicidade, conforme informou Fenapef.

Os custos na campanha publicitária em prol da PEC 287 já são quase dez vezes maiores do que o orçamento previsto. Os dados para conferência estão disponíveis no portal da LAI (Lei de Acesso à Informação) do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle. Além dos investimentos com publicidade, o governo também liberou mais de 8 bilhões em emendas parlamentares. O que em tese seria positivo para a população, mas, que coincidentemente só foram concedidas após o vazamento das gravações e da delação de JoesleyBatista em 17 de maio, que apontaram para o envolvimento do Presidente da República em esquema de corrupção. De toda forma, percebe-se que para um governo que diz existir um rombo na previdência, os gastos da prática são incompatíveis com o discurso.

E a Reforma da Previdência gera polêmicas por outras razões, por exemplo, o questionamento quanto à legitimidade de um governo envolto em corrupção aprovar uma medida tão importante que interfere no futuro dos trabalhadores brasileiros. Inclusive sem a comprovação da real existência do suposto “rombo da previdência”. O vice-presidente da Fenapef, Flávio Werneck, aponta que o mais acertado seria  a suspensão da tramitação da PEC 287, até que sejam esclarecidas algumas questões.

O presidente da Fenapef, Luís Antônio Boudensdestaca a importância de manter as mobilizações contrárias a PEC 287, e reafirma o posicionamento da entidade:

“A Fenapef não pode concordar com uma reforma que pune os trabalhadores brasileiros e prejudica setores tão importantes como a Segurança Pública. Os profissionais do setor estão ameaçados pela proposta, que não considera a natureza de risco do trabalho policial.” 


Fonte: Fenapef