Notícias Publicado: 15/08/2017 | 08:16

Clipping: Déficit fical do governo Temer vai a R$ 160 bilhões

Alternativas do governo são cortes de direitos, privatizações e mais impostos para os pobres. 


Alternativas do governo são cortes de direitos, privatizações e mais impostos para os pobres. 







por Sebastião Soares




O governo Temer, que gastou à vontade mais de R$ 5 bilhões em liberação de emendas parlamentares, entre outros gastos ainda não revelados, para evitar a cassação do presidente pelo Congresso Nacional, vai administrar um rombo em torno ou superior a R$ 160 bilhões nas metas fiscais. O saldo negativo é uma flagrante e expressa incompetência da equipe econômica comandada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, cujos cálculos terão que ser corrigidos com aumento de mais de R$ 50 bilhões nas contas iniciais.

As previsões negativas abarcam os anos de 2017 e 2018, cujo período vai somar cerca de R$ 320 bilhões de déficit. E a equipe econômica não errou por pouco nos seus cálculos que, de R$ 129 bilhões no início, pulou para R$ 139 bilhões e, agora, pode ficar em R$ 160 bi.

O presidente Michel Temer tentou esconder o rombo e, para anunciá-lo, deverá fazer marketing similar às propagandas das lojas comerciais, em vez de anunciar déficit de R$ 160 bilhões, poderá dizer que ficou em R$ 159,99 bi. Mas o fato é que a conta é amarga, por culpa da incompetência do governo e da sua política neoliberal, cujos principais sacrificados serão as parcelas mais pobres da população.

A alternativa de modificar a estrutura tributária do País, criando um sistema regressivo de impostos, taxando as faixas mais ricas, os ganhos de capital, heranças e outras, não passa pelo Congresso e nem o governo Temer está muito interessado. A perspectiva real, diante das políticas e opções de Temer e da sua equipe econômica, é de mais recessão e mais cortes nos investimentos sociais, para bancar o déficit, aprofundando a pobreza e a miséria.

A maquiagem fiscal feita por Meirelles e a sua turma é um fracasso; engana, mas não convence, ao tentar esconder a expansão fiscal que se acumulava. O risco é de falta de recursos até para serviços essenciais, enquanto se garante recursos colossais para o pagamento dos juros da dívida pública, por exemplo. Com esse quadro será inevitável o aumento da dívida pública e, consequentemente, a sangria sobre os recursos públicos para pagar bancos e rentistas. 

O governo já anunciou calote nos servidores públicos federais, para os quais não haverá reajustes; e o que se pode esperar, com essa política, serão o aprofundamento das privatizações e o corte de direitos da classe trabalhadora e de vários setores da sociedade.

 Assim, se chegará ao pior dos mundos. A perspectiva de crescimento e desenvolvimento econômico, com justiça social, não está na pauta do governo e da sua equipe econômica. Para eles, o lucro será, sempre, dos mais ricos, e a conta será paga pelo povo trabalhador. 




* Sebastião Soares é Secretario Executivo de Negociação Coletiva e Composição de Conflitos da CSPB e Diretor de Formação Sindical e Qualificação Profissional da NCST.







Fonte: Agência Social News