Notícias Publicado: 29/09/2017 | 10:02

Fesempre e CESP participam, em Paris, de protesto contra a reforma trabalhista de Macron

Presidente da Fesempre, Aldo Liberato e Presidente da Cesp, Martim dos Santos se uniram a sindicatos locais na luta contra os decretos que regulamentam a reforma.


Presidente da Fesempre, Aldo Liberato e Presidente da Cesp, Martim dos Santos se uniram a sindicatos locais na luta contra os decretos que regulamentam a reforma.





Sete dias após a assinatura dos cinco decretos que regulamentam a Reforma Trabalhista na França pelo presidente Emmanuel Macron, a Federação Interestadual dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais (Fesempre) e a Central das Entidades de Servidores Públicos (Cesp), em visita à capital da França para receber um prêmio internacional, Se uniram aos sindicatos locais para protestar contra as ações do governo.





"Assim como no Brasil, a Reforma Trabalhista francesa busca favorecer as empresas. É uma reforma totalmente desequilibrada de fazer reforma. Um ponto agravante, principalmente para trabalhadores de pequenas empresas, é que em empresas com até 50 funcionários, o patrão poderá negociar diretamente com o trabalhador, sem a intervenção do sindicato. Vemos que na França, assim como no Brasil, existe a política de enfraquecimento das entidades sindicais. Além disso, o texto ainda prevê, em casos especiais, uma jornada de trabalho de até 60 horas semanais e a facilitação da demissão de funcionários . É uma desvalorização completa dos trabalhadores”, comenta o presidente da Fesempre e diretor da Cesp, Aldo Liberato.





A Reforma Trabalhista Francesa foi uma das promessas de campanha do presidente Macron. Segundo ele, as leis trabalhistas são muito rigorosas para as empresas. Ele alega que a reforma é necessária para o impulsiona mento da geração de empregos no País e para alavancar a economia francesa.




 
“Até as desculpas são as mesmas que no Brasil. Retirar direitos dos trabalhadores, que serão bastante prejudicados, para melhorar a economia. A economia do País é importante, mas é triste ver, que mesmo em um País mais avançado, o trabalhador tenha que pagar penas tão duras. Com certeza, outras decisões poderiam ser tomadas sem prejudicar os trabalhadores. Essa nova tendência mundial é perigosa e deixa uma sombra nebulosa nos direitos dos trabalhadores em todo o mundo”, afirmou o presidente da Cesp e diretor da Fesempre, Martim dos Santos.





A reforma entrará em vigor em alguns dias e, depois, será submetida a um voto no parlamento, onde Macron tem a maioria, para ser transformada em Lei.

 




Fonte: Federação Interestadual dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais - Fesempre