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Publicado: 2/10/2017 | 08:25
Fenajud participa de debate sobre a Entrada das Empresas Multinacionais na Saúde
Tema foi debatido em Seminário da ISP (Internacional de Serviços Públicos), em São Paulo (SP). O Secretário-Geral, Marcos Fabre, e a diretora de Finanças, Maria José Silva, representaram nos trabalhadores do Judiciário Estadual no evento.
Tema foi debatido em Seminário da ISP (Internacional de Serviços Públicos), em São Paulo (SP). O Secretário-Geral, Marcos Fabre, e a diretora de Finanças, Maria José Silva, representaram nos trabalhadores do Judiciário Estadual no evento.

A ISP (Internacional de Serviços Públicos) preocupada em debater o impacto do capital estrangeiro no sistema de saúde brasileiro promoveu, nos dias 27 e 28 de setembro de 2017, o Seminário “A Entrada das Empresas Multinacionais na Saúde e os Desafios para o Movimento Sindical”. A Fenajud (Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário nos Estados) esteve representada no evento na figura de seu Secretário-Geral, Marcos Fabre e da sua diretora de Finanças, Maria José Silva.
O evento ocorreu em São Paulo (SP) e contou com a presença de representantes das Centrais Sindicais e entidades filiadas a ISP. A atividade resulta de uma parceria com a Unison, sindicato que representa o setor na Inglaterra.
Debates
A abertura foi realizada por Jocélio Henrique Drummond, Secretário Regional, ISP Interamérica. Logo depois foi a vez do ex-ministro da Saúde (2011/2013) e pesquisador em Saúde Coletiva da UNICAMP, Alexandre Padilha, falar sobre “Desafios para o SUS diante das Contra - Reformas e da Regulação do Capital Privado”.
Ainda no primeiro dia os participantes tiveram acesso ao Painel: Diagnóstico do Capital Privado na Saúde, com Gabriel Casnati - Pesquisador da ISP e da REBRIP - Rede de Integração dos Povos.
No período da tarde os debates foram abertos pela Unison (sindicato que representa o setor na Inglaterra), onde a entidade trabalhou “o processo de formação de um dos maiores sindicatos do mundo. A fusão das organizações. A diversidade de representações das categorias”. O sindicato internacional falou ainda sobre “Os desafios no NHS (Sistema Nacional de Saúde) frente a globalização da saúde. O processo de enfrentamento às ameaças de privatizações”.
Na quinta as atividades foram iniciadas com o Painel “Desafios para o Movimento Sindical na América Latina”, apresentado pelo Secretário Geral da CSA, Victor Baez, da CSA/Central Sindical das Américas.
"Para Marcos Fabre, “Com a entrada das empresas multinacionais na saúde os preços tendem aumentar, redução do leque de procedimentos cobertos e precarização dos serviços.”
Na pauta do Seminário estavam a formulação e o encaminhamento de ações sobre o tema, que, junto com a reforma trabalhista, trará fortes impactos para setor da Saúde. Foram aprovadas as seguintes moções que serão publicadas:
- Contra o fechamento de fóruns nas comarcas;
- Repúdio a tramitação do PLS 116/17 que quer ataca Estabilidade no Serviço Público;
- Repúdio a atitude contra a liberdade e antissindicais da gestão do Tribunal fez Justiça de Sergipe;
- Nota de apoio ao Conselho Federal de Psicologia contra preconceito e discriminação;
- entre outras.
As notas serão publicadas em breve pela ISP com assinatura de todas entidades presentes.
Além disso, foram aprovados os seguintes encaminhamentos:
1) Questionar a legalidade da entrega da saúde as empresas internacionais;
2) Denunciar ao IFC, ligado ao Banco Mundial, de que as empresas tomadoras de empréstimos estão desrespeitando as legislação trabalhista e. Sindical brasileira, um dos pontos quesitos a serem observados para obtenção dos referidos empréstimos;
3) Constituir grupo de trabalho para encaminhamento dos itens 1 e 2;
4) Preparar campanha e materiais em defesa do SUS;
Durante o Seminário, o Secretário Geral da Fenajud - a pedido da direção da ISP - fez uma exposição com relação ao Projeto de Negociação Coletiva no Serviço Público - PL 3831/15. Na ocasião, a Secretaria de Finanças denunciou que há que alguns grupos que estão tentando retroceder a vitória após quase quatro décadas de luta, colhendo assinaturas para barrar a PL 3831/15 em fase "conclusiva", solicitando a retirada de alguns dispositivos, que faria que o projeto de lei voltasse à estaca zero.
Fonte: Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário nos Estados - Fenajud
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