Destaques, 24 Congresso da CSPB
Publicado: 28/11/2017 | 17:49
CSPB homenageia o cerrado brasileiro em 24º Congresso Nacional
Será debatido a necessidade urgente da preservação do Cerrado brasileiro, a CSPB vai reforçar a luta pela sua transformação em Patrimônio Nacional,mediante aprovação da PEC 504/2010.
Na abertura do 24º. Congresso, no dia 29 de novembro de 2017, às 17h a CSPB realizará atividade sobre o Cerrado brasileiro, destacando a importância desse bioma para o nosso país, formado por uma grande variedade de ambientes que abrigam enorme diversidade de plantas e animais, muitos dos quais endêmicos da região, além de ser o berço das águas.
Com palestras de especialistas, exposição de fotos e livros sobre o Cerrado, haverá ainda a distribuição de brindes com produtos típicos da região. Com esta iniciativa, além de alertar sobre a necessidade urgente da preservação do Cerrado brasileiro, a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil vai reforçar a luta pela sua transformação em Patrimônio Nacional, mediante aprovação de projeto neste sentido em tramitação no Congresso Nacional a PEC 504/2010 que Altera o § 4º do art. 225 da Constituição Federal, para incluir o Cerrado e a Caatinga entre os biomas considerados patrimônio nacional.
Nas três últimas décadas, o Cerrado vem sendo degradado pela expansão da fronteira agrícola brasileira. Além disso, o bioma Cerrado é palco de uma exploração extremamente predatória de seu material lenhoso para produção de carvão.
O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, ocupando uma área de 2.036.448 km2, cerca de 22% do território nacional. A sua área contínua incide sobre os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná, São Paulo e Distrito Federal, além dos encraves no Amapá, Roraima e Amazonas. Neste espaço territorial encontram-se as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata), o que resulta em um elevado potencial aquífero e favorece a sua biodiversidade.
Contudo, inúmeras espécies de plantas e animais correm risco de extinção. Estima-se que 20% das espécies nativas e endêmicas já não ocorram em áreas protegidas e que pelo menos 137 espécies de animais que ocorrem no Cerrado estão ameaçadas de extinção. Depois da Mata Atlântica, o Cerrado é o bioma brasileiro que mais sofreu alterações com a ocupação humana. Com a crescente pressão para a abertura de novas áreas, visando incrementar a produção de carne e grãos para exportação, tem havido um progressivo esgotamento dos recursos naturais da região.
Apesar do reconhecimento de sua importância biológica, de todos os hotspots mundiais, o Cerrado é o que possui a menor porcentagem de áreas sobre proteção integral. O Bioma apresenta 8,21% de seu território legalmente protegido por unidades de conservação; desse total, 2,85% são unidades de conservação de proteção integral e 5,36% de unidades de conservação de uso sustentável, incluindo RPPNs (0,07%).
A CSPB trabalha para que este seja um dos melhores congressos já realizado pela confederação, pela qualidade que terão as discussões nas comissões temáticas que homenageam o cerrado brasileiro (Baru, Pequi, Jatobá e Buriti).




SECOM/ CSPB
Com palestras de especialistas, exposição de fotos e livros sobre o Cerrado, haverá ainda a distribuição de brindes com produtos típicos da região. Com esta iniciativa, além de alertar sobre a necessidade urgente da preservação do Cerrado brasileiro, a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil vai reforçar a luta pela sua transformação em Patrimônio Nacional, mediante aprovação de projeto neste sentido em tramitação no Congresso Nacional a PEC 504/2010 que Altera o § 4º do art. 225 da Constituição Federal, para incluir o Cerrado e a Caatinga entre os biomas considerados patrimônio nacional.
Nas três últimas décadas, o Cerrado vem sendo degradado pela expansão da fronteira agrícola brasileira. Além disso, o bioma Cerrado é palco de uma exploração extremamente predatória de seu material lenhoso para produção de carvão.
O Cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, ocupando uma área de 2.036.448 km2, cerca de 22% do território nacional. A sua área contínua incide sobre os estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Piauí, Rondônia, Paraná, São Paulo e Distrito Federal, além dos encraves no Amapá, Roraima e Amazonas. Neste espaço territorial encontram-se as nascentes das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata), o que resulta em um elevado potencial aquífero e favorece a sua biodiversidade.
Contudo, inúmeras espécies de plantas e animais correm risco de extinção. Estima-se que 20% das espécies nativas e endêmicas já não ocorram em áreas protegidas e que pelo menos 137 espécies de animais que ocorrem no Cerrado estão ameaçadas de extinção. Depois da Mata Atlântica, o Cerrado é o bioma brasileiro que mais sofreu alterações com a ocupação humana. Com a crescente pressão para a abertura de novas áreas, visando incrementar a produção de carne e grãos para exportação, tem havido um progressivo esgotamento dos recursos naturais da região.
Apesar do reconhecimento de sua importância biológica, de todos os hotspots mundiais, o Cerrado é o que possui a menor porcentagem de áreas sobre proteção integral. O Bioma apresenta 8,21% de seu território legalmente protegido por unidades de conservação; desse total, 2,85% são unidades de conservação de proteção integral e 5,36% de unidades de conservação de uso sustentável, incluindo RPPNs (0,07%).
A CSPB trabalha para que este seja um dos melhores congressos já realizado pela confederação, pela qualidade que terão as discussões nas comissões temáticas que homenageam o cerrado brasileiro (Baru, Pequi, Jatobá e Buriti).
SECOM/ CSPB
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