Notícias
Publicado: 15/02/2018 | 07:05
Presidente da Fenapef diz que declarações de Segovia foram uma sequencia de equívocos
“Primeiro ele, como gestor, não deveria adentrar as questões de investigação. Isso é um ponto que é comum a todos os policiais federais ao analisar essa situação. E em um segundo momento ele antecipa e já garante o entendimento futuro do Ministério Público, no caso a PGR, que é a quem cabe legalmente pedir o arquivamento de qualquer investigação da polícia federal”, disse Boudens.
.png)
A agência Reuters divulgou na última sexta-feira (9) uma entrevista do diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, em que ele dizia que, com base nas apurações feitas até o momento, não há nenhum indício de que o decreto do setor de Portos tenha beneficiado a empresa Rodrimar. Segundo ele, em tese, se houve corrupção, não se tem notícia do benefício que teria sido recebido pelo presidente Michel Temer.
Em entrevista exclusiva à Jovem Pan, o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Antônio Boudens, afirmou que a declarações do diretor-geral da instituição foram “uma sequência de equívocos”.
“Primeiro ele, como gestor, não deveria adentrar as questões de investigação. Isso é um ponto que é comum a todos os policiais federais ao analisar essa situação. E em um segundo momento ele antecipa e já garante o entendimento futuro do Ministério Público, no caso a PGR, que é a quem cabe legalmente pedir o arquivamento de qualquer investigação da polícia federal”, disse Boudens.
“E depois, do Judiciário, que recebendo a manifestação do Ministério Público tem que promover o arquivamento ou não. Então é uma fala que contém vários equívocos e nós ficamos preocupados com o tipo de manifestação que foi dado, já conversamos inclusive com o diretor-geral sobre isso, temos reunião nesta semana pra tratar do assunto e esperamos que essa fala não represente qualquer tipo de compromisso político que venha comprometer nosso trabalho”, completou o presidente da Fenapef.
Apesar de discordar das palavras de Segovia, Boudens afirmou que o atual diretor-geral da PF sempre foi um policial muito respeitado dentro da instituição, mas ressaltou que ele ingressou no cargo em que ocupa em um momento muito complicado.
“Ele tomou posse em meio a uma crise política, há uma situação financeira complicada e um caos na segurança pública, que a polícia federal faz parte. E ele enfrentou forte oposição dos próprios pares no cargo dele, que pertence ao cargo de delegado”, contou.
* A entrevista é de Vitor Brown
Fonte: Agência Fenapef
Compartilhe essa notícia
Mais lidas dos últimos 30 dias
01
CSPB participa de reunião extraordinária do Instituto Servir Brasil e reforça unidade pela aprovação do PL 1893/2026 (5838 views • 07/07/2026)
02
CSPB intensifica articulação pelo consenso e defende aprovação do PL 1893/2026 ainda neste ano (5581 views • 31/07/2026)
03
CSPB intensifica articulação para construir consenso e viabilizar aprovação da negociação coletiva no serviço público (5527 views • 10/07/2026)
04
CSPB repudia perseguição a dirigentes sindicais e anuncia reação política e jurídica em defesa da liberdade sindical (5056 views • 15/07/2026)
05
Nota Técnica do MPT fortalece atuação dos sindicatos na fiscalização de contratos terceirizados (4910 views • 21/07/2026)
06
CSPB lança ‘Carta de Compromisso 2026’ para pautar a defesa do serviço público nas eleições (4883 views • 09/07/2026)
07
CSPB amplia articulação política e convoca servidores para audiência pública decisiva sobre a negociação coletiva no serviço público (4810 views • 23/07/2026)
08
CSPB reforça articulação por consenso para viabilizar aprovação do PL da Negociação Coletiva (4783 views • 08/07/2026)
09
João Domingos participa de audiência pública que debaterá a aplicação da Lei do Descongela em todo o país (4335 views • 29/07/2026)
10