Notícias Publicado: 22/02/2018 | 07:50

Fasderbra: Carta de Natal denuncia retrocessos trabalhistas pelas reformas do governo

As organizações que compõe a Fasderbra manifestam preocupação pela implementação das políticas de ajuste no Brasil que, de modo neoliberal, afetam profunda e diretamente a classe trabalhadora e o povo brasileiro em seu conjunto.


As organizações que compõe a Fasderbra manifestam preocupação pela implementação das políticas de ajuste no Brasil que, de modo neoliberal, afetam profunda e diretamente a classe trabalhadora e o povo brasileiro em seu conjunto.






CARTA DE NATAL



No período de 20 a 22 de novembro de 2017, na cidade de Natal, Brasil, foi realizado o XXI CFIS – CONGRESSO FEDERATIVO INTERESTADUAL SINDICAL promovido pela Fasderbra – Federação Sindical dos Servidores dos Departamentos de Estradas de Rodagem do Brasil.
 
As organizações que compõe a Fasderbra manifestam sua preocupação pela implementação das políticas de ajuste no Brasil, de modo neoliberal e que afetam profunda e diretamente à classe trabalhadora e ao povo em seu conjunto.
 
Não nos opomos pela simples oposição senão pela nossa experiência da década dos noventa que nos mostrou que estas políticas desenhadas pelo FMI (neoliberais) foram nefastas e que destruíram os direitos dos trabalhadores e produziram a maior desigualdade nas comunidades de nosso país, estendendo essas práticas aos países da América do Sul.
 
As reformas da previdência social, fiscal e trabalhista e as propostas das leis que consagram a terceirização são as propostas que os governos neoliberais de direita do Brasil estão hoje levando adiante, ignorando os prejuízos à classe trabalhadora.
 
A Fasderbra repudia e pede a suas organizações que rejeitem e se mobilizem junto a outras organizações para impedir que este novo flagelo volte a afetar à classe trabalhadora, afim de que não se perca os direitos adquiridos na luta dos trabalhadores unidos num marco sindical nacional e também internacional.
 
- O Projeto que, entre outras ações, todas danosas à sociedade, limita os gastos com educação e saúde, justamente aqueles itens de maior importância para o brasileiro, permitindo a continuidade do imenso dispêndio com a dívida pública que onera os recursos brasileiros na ordem de 45%. Propomos a imediata realização de auditoria nesse débito conforme determina a Constituição Federal em seu artigo 26 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.

- O Projeto da reforma da previdência social que retira direitos do trabalhador brasileiro e o transforma em escravo. Salientamos que apesar da grande mídia nacional propalar a existência de déficit, sabemos que há muitos anos a seguridade social é superavitária propiciando, por exemplo em 2015, um superávit da ordem de 11 bilhões de reais.
 
- Projeto da terceirização e de privatização que entre diversas determinações, prevê o repasse para terceiros das atividades-fim dos órgãos públicos agravando assim o problema crucial do sistema rodoviário brasileiro e sul-americano, sucateando essas entidades, precarizando os serviços públicos, penalizando os trabalhadores e abrindo as portas para a corrupção, além de minimizar a qualidade na prestação de serviços.
 
 

Natal, 24 de novembro de 2017.
 
 
 
 
 
José Alberto Coutinho  - Secretário Geral

Adolfo Garrido - Presidente