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Publicado: 9/03/2018 | 07:09
Fenapef participa de debate no Senado com a presença da Jungmann
O presidente da Fenapef ressaltou a preocupação da população com a segurança pública e lembrou dos mais de dez projetos convergentes sobre o tema no Congresso. Ele lembrou, também, a importância de se investir na formação e na carreira dos policiais federais, que lutam por uma carreira única.

O plenário do Senado recebeu, na terça-feira (06), representantes do setor de segurança para uma sessão de debates sobre o tema. O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais - Fenapef, Luís Antônio Boudens, estiveram entre os presentes e participaram da discussão junto com senadores e ministros envolvidos no setor.
O vice-presidente da Fenapef, Flávio Werneck, e o diretor Parlamentar, Marcos Firme, também estiveram presentes na sessão.
Em seu discurso, Raul Jungmann comentou sobre a importância da nova pasta para o País. “Esse ministério não tem volta. Ele não deixará de existir, independentemente de partidarismo. É preciso entender que o tema é questão democrática”, disse. A intervenção federal no Rio de Janeiro foi citada pelo novo ministro. Segundo ele, é preciso atenção com a segurança. “É um momento de muita apreensão. Não podemos deixar que o Brasil seja o Rio de Janeiro amanhã”, alertou Jungmann.
Já o presidente da Fenapef ressaltou a preocupação da população com a segurança pública e lembrou dos mais de dez projetos convergentes sobre o tema no Congresso. Para Boudens, “a Polícia Federal tem muito o que contribuir nessa discussão.” Ele lembrou a importância de se investir na formação e na carreira dos policiais federais, que lutam por uma carreira única. “Precisamos dar condições mais justas e previsão de crescimento para esses profissionais. Se continuarmos priorizando somente a área de Direito, teremos mais burocracia”, alertou.
Segurança dos policiais
Durante a audiência, outro tema levantado pelos presentes foi a segurança dos profissionais do setor. Em 2016, 437 policiais foram mortos em razão da profissão, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. De acordo com as informações, um policial tem quase 22 vezes mais chance de morrer do que qualquer outro brasileiro.
“A polícia é uma carreira que exige perfil e vontade de fazer algo a mais pelo Brasil, mas é preciso estruturação e dar mais condições para todos os profissionais”, ressaltou Boudens.
Fonte: Comunicacão Fenapef
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