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Publicado: 28/05/2018 | 07:12
Fenajud: Nota pública sobre a manifestação dos caminhoneiros
"Esses preços abusivos – que vêm sendo recorrentes – são resultados de uma política de um governo ilegítimo, neoliberal e privatizador, que há dois anos deu um golpe nos trabalhadores do país, na sociedade, e tenta de todas as formas ‘desestabilizar’ alguns setores da economia para mostrar que a privatização é o melhor caminho".
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BR-060, que liga Brasília a Goiânia
A Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário nos Estados (Fenajud), preocupada com a situação caótica vivenciada pela população brasileira, vem a público se posicionar sobre o movimento deflagrado pelos caminhoneiros desde segunda-feira (21). O protesto já alcança 23 estados e o Distrito Federal.
A entidade apoia as iniciativas para que o preço dos combustíveis volte a ser acessível para a população, inclusive para manutenção das funções no judiciário. Esses preços abusivos – que vêm sendo recorrentes – são resultados de uma política de um governo ilegítimo, neoliberal e privatizador, que há dois anos deu um golpe nos trabalhadores do país, e na sociedade, tenta de todas as formas ‘desestabilizar’ alguns setores da economia para mostrar que a privatização é o melhor caminho.
Mas, a Fenajud acredita que por trás do movimento paredista há outros interesses da classe patronal. Inclusive, especialistas apontam que há fortes indícios que a situação possa ser um locaute – um movimento de paralisação estimulado e financiado pelos patrões e pelas elites. Os caminhoneiros podem ser usados neste momento como massa de manobra.
Assim, rejeitamos todas as tentativas de desvirtuação da manifestação, como o também realizado por setores da ultra direita que tentam disputar os rumos do movimento, propondo intervenção militar.
A Federação reitera que luta por direitos sociais e trabalhistas e neste momento não poderia deixar de se solidarizar com aqueles que fazem parte de uma categoria esquecida pelo poder público: os caminhoneiros. Portanto, a luta por melhores condições de trabalho também deveria estar na pauta da categoria neste momento.
Infelizmente, não são incomuns os relatos de caminhoneiros que não têm seus direitos trabalhistas respeitados. Por vezes eles são submetidos por anos a jornadas de trabalho extenuantes sem recebimento de horas extras, com falta de estrutura e alimentação adequada, e alguns sucumbem a doenças e processos depressivos, inclusive relacionados ao uso de estimulantes.
Por fim, a Fenajud entende que a manifestação pacífica e democrática é o melhor instrumento para demonstrar que a sociedade tem voz.
Pelos direitos trabalhistas!
Pela Previdência de todos e todas!
Fenajud
Fonte: Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário nos Estados - Fenajud
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