Notícias nos Estados Publicado: 17/12/2018 | 07:19

MA: Servidores aprovam Proposta Orçamentária do Sindjus para 2019

A Assembleia Geral de Planejamento Orçamentária ocorreu logo após a Assembleia Geral Extraordinária na qual foi aprovado o primeiro Código de Ética do Sindjus-MA.


Servidores e Diretoria do Sindjus-MA durante a Assembleia de Planejamento Orçamentário



A Proposta Orçamentária elaborada pela Diretoria do Sindjus-MA para o exercício de 2019 foi aprovada pelos servidores da Justiça do Maranhão no fim da manhã deste sábado (15), em Assembleia Geral realizada no Hotel Premier, em São Luís. A votação ocorreu em blocos de projeção de receitas e despesas. Os blocos ‘Auxílio a Associados – Doações’ e ‘Centro Recreativo de São Luís’ foram os que geraram maior discussão entre os servidores presentes. A Assembleia Geral de Planejamento Orçamentária ocorreu logo após a Assembleia Geral Extraordinária na qual foi aprovado o primeiro Código de Ética do Sindjus-MA.

O encontro teve início com a apresentação técnica da Proposta Orçamentária feita pelo contador Ronaldo França Cruz, da Modelo Contabilidade, empresa que presta assessoria contábil ao Sindjus-MA. “Diante da conjuntura atual é necessária a readequação dos comportamentos financeiros da entidade, ou seja, são necessários cortes extremos em algumas despesas para adequação à realidade”, afirmou Cruz.

Uma dessas despesas com “redução extrema” para 2019, na comparação com o orçamento de 2018, por exemplo, ocorreu no item ‘Propaganda e Publicidade’. Em 2018 foram autorizados gastos da ordem de R$ 126 mil para essa rubrica. Já para 2019, a Diretoria do Sindjus-MA propôs que o valor fosse reduzido para R$ 36 mil.

A conjuntura à qual o contador referiu-se no início foi tratada em seguida pelo tesoureiro do Sindicato, Fagner Damasceno, que fez o detalhamento de cada bloco de receitas e despesas, esclarecendo quais foram os critérios adotados para a elaboração da proposta. Damasceno lembrou que a organização dos trabalhadores brasileiros enfrenta um momento de ataques às entidades classistas, como o Sindjus-MA. O mais duro desses ataques foi o fim do imposto sindical ou contribuição sindical compulsória.






“Fizemos um processo de endurecimento administrativo. Nós tentamos evitar, mas tivemos que reduzir o quadro de funcionários. É um processo que a gente tem que fazer para mantermos a entidade estruturada e não perdermos a qualidade dos serviços prestados”, afirmou Damasceno (foto).

Ele também explicou que a proposta para 2019 foi elaborada com base na projeção de receitas para o próximo ano e nas proposições de cada pasta do Sindicato, mas também observando o que foi efetivado da proposta orçamentária de 2018.

Após o detalhamento do tesoureiro do Sindjus-MA, o primeiro bloco a ser votado foi a destinação dos recursos entre a área administrativa e a atividade sindical propriamente dita. A Assembleia acatou a proposição da Diretoria de 34,9% do total de recursos para área administrativa e 65,006% para a atividade sindical.


Debate


Os pontos da proposta mais discutidos foram ‘Auxílio a Associados – Doações’ e ‘Centro Recreativo de São Luís.

No primeiro, o foco do debate foi o contrato com a Capemisa Seguradora de Vida e Previdência S/A que garante seguro de vida de até R$ 35 mil para a família do filiado ao Sindjus-MA, em caso de morte acidental dele; e ainda auxílio funeral de até R$ 5 mil em caso de morte do filiado ou de algum dependente dele, independentemente, das circunstâncias do óbito. Alguns servidores opinaram que a despesa não seria adequada nesse momento de redução das receitas do Sindicato. Mas a maioria decidiu pela manutenção do contrato com a Seguradora.

No segundo ponto, a Diretoria queria buscar alternativas de gerar receita própria com a utilização da estrutura do Centro. No fim da discussão, ficou decidido que a Diretoria vai elaborar uma nova proposta de funcionamento do Centro Recreativo sobre a qual a categoria vai deliberar na próxima Assembleia Geral, em março.

Enquanto isso, o Centro Recreativo vai permanecer funcionando normalmente. Nessa proposta, que partiu do diretor de Esportes do Sindicato, Marcos Gilson Araújo, deverão constar já as alternativas para a geração de receita, inclusive, a possibilidade de abertura da estrutura para frequentadores não filiados ao Sindicato.

“O clube precisa pagar-se, senão a despesa vai sair do caixa do Sindjus-MA que agora não tem mais o imposto sindical. Se não reduzirmos alguns custos vai faltar para as atividades fins do Sindicato”, alertou Fagner Damasceno.





Fonte: Sindicato dos Servidores da Justiça do Maranhão - Sindjus/MA