Notícias nos Estados Publicado: 21/05/2019 | 07:37

MA: Protestos contra bloqueio de verbas na educação tem apoio e participação de representantes do Sindjus

Membros do Conselho Fiscal do Sindicato dos Servidores da Justiça do Maranhão (Sindjus-MA) representaram o Sindicato em protestos em defesa da educação brasileira nas cidades de São Luís e Teresina.


Em São Luís, cerca de 20 mil pessoas se reuniram na tarde do dia 5 de Maio em protesto em defesa da educação brasileira



Em todo Brasil, milhões de profissionais de educação, estudantes movimentos e integrantes de movimentos sociais, sindicatos e centrais sindicais foram às ruas em centenas de cidades para protestar contra os cortes de verbas que afetam a educação superior, ensino técnico e ensino básico.

Membros do Conselho Fiscal do Sindicato dos Servidores da Justiça do Maranhão (Sindjus-MA) representaram o Sindicato em protestos em defesa da educação brasileira nas cidades de São Luís e Teresina.







Em São Luís, cerca de 20 mil pessoas, entre estudantes, professores e representantes de entidades sindicais se reuniram na tarde do dia 15 de Maio, em protesto contra o contingenciamento de recursos para instituições de ensino federais anunciado pelo Ministério da Educação. A manifestação iniciou por volta das 15h na Praça Deodoro, Centro de São Luís. Logo depois, os manifestantes caminharam pela Praça Maria Aragão e chegaram na Praça dos Catraieiros, onde se concentraram até as 18h.

O conselheiro fiscal do Sindjus-MA, Ednesio de Sousa Silva, técnico judiciário lotado na Coordenadoria da Biblioteca e Arquivo do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), esteve presente no protesto em solidariedade aos estudantes e professores.




Ednesio Silva na manifestação em São Luís



“Como aconteceu com a Reforma Trabalhista que retirou direitos dos trabalhadores com a desculpa de que geraria mais emprego, e nada disso aconteceu, está ocorrendo agora com a Reforma da Previdência, dificultando a aposentadoria e os ganhos reais dos trabalhadores. O Governo Federal agora vai mais além afetando a educação a partir desses cortes, que a princípio são de 30% nas universidades públicas. Então, a importância do movimento é lutar contra a perda dos nossos direitos, enquanto estudantes e trabalhadores. A nossa educação já é sucateada. Não podemos permitir a falência total da educação pública, que aliada ao enfraquecimento da classe trabalhista, é um absurdo que está acontecendo. Temos que fazer valer a nossa força de protestar democraticamente, de forma organizada, e não permitir essas atrocidades patrocinadas contra a população em geral”, disse Ednesio Silva.

O protesto contou com o apoio de diversos sindicatos, associações e movimentos sociais como Sinproesemma, Sintrajufe, Sindeducação, Fetaema, Sintema, Apruma, Sintsprev-MA, Sindicato dos Bancários, Sindsep-MA, UJS, Sinasefe, além de participações das federações e centrais sindicais.



Protesto em Teresina





Leonice Medeiros (1ª à esquerda)



Lotada na comarca de Timon, a conselheira fiscal do Sindjus-MA, Leonice Barros de Medeiros, auxiliar judiciária na Vara da Infância e Juventude daquela cidade, participou da manifestação realizada em Teresina, capital do Piauí, onde estudantes universitários e secundaristas de escolas públicas e particulares saíram em passeata pelas ruas do Centro, em protesto contra o bloqueio no orçamento da educação.

Depois de se concentrar na Praça Rio Branco, os manifestantes se dirigiram até a Rua Coelho Rodrigues e continuaram o protesto diante da Prefeitura de Teresina. A manifestação continuou percorrendo ruas do Centro de Teresina e passou ainda pelo Palácio do Karnak, sede do governo estadual.

Para Leonice Medeiros a concentração de pessoas de varios setores da sociedade demonstra o desejo dos cidadãos pela manutenção de seus direitos. “Estamos nessa luta não só pela Educação, que é com certeza um importante alicerce da sociedade, e que vem sendo prejudicada, mas também lutamos por todos os brasileiros e brasileiras que vêm tendo seus direitos cada vez mais ameaçados. Somos servidores, professores, estudantes, pais, mães e famílias inteiras em busca de um futuro melhor ”, destacou a conselheira fiscal do Sindjus-MA.

Além de defender a preservação dos investimentos na Educação, as manifestações serviram como preparação para a greve geral contra a Reforma da Previdência, marcada para 14 de junho com o apoio da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário nos Estados (Fenajud) e das Centrais Sindicais: CUT, Força Sindical, CTB, UGT, CSP-Conlutas, CSB, NCST, Intersindical Instrumento de Luta e Intersindical Central.






Fonte: Sindicato dos Servidores da Justiça do Maranhão - Sindjus/MA