Notícias Publicado: 14/06/2019 | 07:35

Entenda como ficam os agentes penitenciários no relatório da reforma da Previdência

Deputado relator anunciou na manhã desta quinta sua versão da proposta


Deputado relator anunciou na manhã desta quinta sua versão da proposta







O relatório do projeto de Reforma da Previdência foi apresentado na manhã desta quinta-feira (13) durante reunião da Comissão Especial da Reforma da Previdência, na Câmara dos Deputados, em Brasília.

De autoria do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), o texto não trouxe muitas mudanças em relação ao projeto inicial encaminhado ao Congresso pelo Governo Bolsonaro.

Na Câmara, a reforma da Previdência tramita como Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 06/2019.

Uma das alterações mais importantes é a retirada dos Estados e Municípios da Reforma da Previdência. De acordo com o relatório, se aprovadas as mudanças nas aposentadorias não terão efeito para os servidores públicos estaduais e municipais.

Cada governo estadual e municipal terá que mudar seus regimes próprios de previdência, em suas respectivas assembleias legislativas e câmaras municipais. A tendência é que as reformas dos estados e municípios não discordem daquilo que for aprovado para os trabalhadores da União na PEC 06/2019.

No entanto, os Estados e Municípios podem voltar a fazer parte da reforma da Previdência no momento de discussão do projeto no plenário da Câmara, caso a proposta seja aprovada na Comissão Especial.

O relatório manteve a idade mínima de 55 anos para aposentadoria do agente penitenciário, conforme a Lei Complementar nº 51 de 1985.

Essa lei não estipula idade mínima e já prevê a aposentadoria do servidor homem que comprove 20 anos de atividade estritamente policial e mais 10 anos de contribuição e para a servidora, 15 anos de atividade policial mais 10 anos de contribuição.

O Supremo Tribunal Federal estende à atividade dos agentes penitenciários o caráter policial para obtenção de aposentadoria. 


Outros pontos


Algumas demandas do Sindcop e de outras entidades representativas dos agentes penitenciários eram a equiparação dos trabalhadores civis da segurança pública com as polícias militares e as Forças Armadas.

Essas demandas não foram contempladas no texto do relator. As principais reivindicações incluem a garantia do valor integral das pensões por morte, a integralidade e paridade na aposentadoria para todos os servidores, independentemente da idade e do ingresso no serviço público e a diminuição da alíquota previdenciária.

Caso seja aprovada na Comissão Especial, a PEC 06/2019 vai para o plenário da Câmara e precisa obter os votos de, no mínimo, três quintos do número total de deputados da Câmara em cada turno da votação. São 308 votos favoráveis dos 513 deputados.

 

Veja AQUI a íntegra do relatório.





Fonte: Sindicato dos Servidortes Públicos do Sistema Penitenciário Paulista - Sindcop