Notícias
Publicado: 2/09/2019 | 06:00
Fenafisco reforça debate sobre reforma tributária no Senado

Valença criticou projetos em andamento no Congresso Nacional que focam apenas na simplificação tributária, sem enfrentar o problema estrutural, que é a regressividade dos tributos – responsável por agravar as desigualdades social e de renda no país.

Com o objetivo de discutir os impactos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 110/2019, que dispõe sobre a reestruturação do sistema tributário nacional, o diretor da Fenafisco, Francelino Valença, participou de debate promovido pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, nesta quinta-feira (29), junto a outras entidades representativas da Administração Tributária e dos Conselhos Econômicos dos municípios.
Durante a reunião, Valença criticou projetos em andamento no Congresso Nacional que focam apenas na simplificação tributária, sem enfrentar o problema estrutural, que é a regressividade dos tributos – responsável por agravar as desigualdades social e de renda no país.
“A simplificação é necessária, mas não enfrenta o problema central do sistema tributário, que é a regressividade. As propostas que tramitaram ou tramitam no Congresso, não se preocupam com esse problema, que é fundamental”, explicou.
Valença lembrou que nos últimos 25 anos, a regressividade dos tributos acabou permitindo à União fazer movimentos contrários ao pacto federativo de 88, carregando as contribuições, aumentando a regressividade e concentrando mais renda.
“As soluções apresentadas para modificar o sistema tributária no país sempre vieram por meio de medidas para contenção e redução do Estado de bem-estar social, penalizando os mais pobres. Precisamos mudar a matriz tributária e não focar apenas na simplificação”, afirmou.
Na ocasião o dirigente da Fenafisco apresentou as premissas da Reforma Tributária Solidária, e defendeu uma reforma que seja capaz de corrigir as anomalias do sistema atual, percebidas na comparação com países economicamente desenvolvidos, onde o sistema de impostos tem caráter progressivo, que decorre da maior participação da tributação direta (sobre a renda e a propriedade) em relação à indireta (incidente sobre o consumo), com ênfase nas mudanças no Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF).
Fonte: Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital - Fenafisco
Compartilhe essa notícia
Mais lidas dos últimos 30 dias
01
CSPB participa de reunião extraordinária do Instituto Servir Brasil e reforça unidade pela aprovação do PL 1893/2026 (5848 views • 07/07/2026)
02
CSPB intensifica articulação pelo consenso e defende aprovação do PL 1893/2026 ainda neste ano (5639 views • 31/07/2026)
03
CSPB intensifica articulação para construir consenso e viabilizar aprovação da negociação coletiva no serviço público (5542 views • 10/07/2026)
04
CSPB repudia perseguição a dirigentes sindicais e anuncia reação política e jurídica em defesa da liberdade sindical (5072 views • 15/07/2026)
05
Nota Técnica do MPT fortalece atuação dos sindicatos na fiscalização de contratos terceirizados (4966 views • 21/07/2026)
06
CSPB lança ‘Carta de Compromisso 2026’ para pautar a defesa do serviço público nas eleições (4893 views • 09/07/2026)
07
CSPB amplia articulação política e convoca servidores para audiência pública decisiva sobre a negociação coletiva no serviço público (4846 views • 23/07/2026)
08
CSPB reforça articulação por consenso para viabilizar aprovação do PL da Negociação Coletiva (4790 views • 08/07/2026)
09
CSPB reforça mobilização nacional para garantir a implementação da Lei do Descongela em audiência pública na Câmara (4550 views • 05/08/2026)
10