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Publicado: 8/03/2021 | 09:52
Fenajud: lugar de mulher é onde ela quiser!
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Fenajud entende que é dever de todos e todas agir contra toda e qualquer forma de discriminação. Por isso, às vésperas do Dia Internacional da Mulher, vem a público se posicionar em relação ao curso considerado machista ofertado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
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A Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário nos Estados (Fenajud), fundada a 31 anos, representante de mais de 150 mil servidores e servidoras do país, há muito tempo vem acompanhando e atuando contra discriminação racial, orientação sexual, questões de gênero, cultural, preconceito e intolerância de todas as naturezas dentro dos Tribunais e fora deles. A Fenajud entende que é dever de todos e todas agir contra toda e qualquer forma de discriminação. Por isso, às vésperas do Dia Internacional da Mulher, vem a público se posicionar em relação ao curso considerado machista ofertado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Em uma publicação o STJ divulgou um panfleto com oficinas de “rotina familiar”, “planejamento de cardápios” e “homeschooling” destinadas apenas a mulheres. O tribunal, contudo, numa tentativa de amenizar os danos, refez o banner de divulgação e incluiu a possibilidade de homens se inscreverem. A informação foi revelada pelo jornal Folha de S. Paulo. Mas o problema não mora aí.
Diante dos inúmeros casos de feminicídio, violência doméstica, assédio moral e sexual que envolvem esse público no país, a Fenajud acredita que o STJ pecou ao deixar de falar sobre esses temas e a construção de políticas públicas para combatê-los. O debate sobre essas questões se faz necessário e urgente.
A Federação respeita, mas não concorda com a oferta dos temas da oficina. Por isso cobra um posicionamento e debate claro das questões citadas acima. Pois somente com informação e conhecimento seremos capazes de formar mulheres conscientes de seus direitos.
A entidade deixa claro que essa manifestação não se apoia na política do Tribunal em si, ela se apoia no machismo e na crescente discriminação de gênero em nossa sociedade, que insiste em dizer que a mulher deve olhar apenas para rotinas domésticas e que o seu lugar é em casa, cuidando dos filhos e da rotina da família. Quando na verdade, lugar de mulher é onde ela quiser!.
Por todas
Pela liberdade de escolha
Fenajud
Fonte: Federação Nacional dos Servidores do Poder Judiciário nos Estados - Fenajud
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