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Publicado: 11/03/2021 | 08:42
Câmara aprova texto-base da PEC Emergencial em 1º turno; Fenajud pede mobilização

Entidade disponibiliza um canal direto com os parlamentares para pressão contra PEC Emergencial. Federação estimula ainda que servidores e servidoras promovam mobilização nas páginas dos deputados de seus estados nas redes sociais.
Entidade disponibiliza um canal direto com os parlamentares para pressão contra PEC Emergencial. Federação estimula ainda que servidores e servidoras promovam mobilização nas páginas dos deputados de seus estados nas redes sociais.

A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quarta-feira (10), em 1º turno, o texto-base da PEC Emergencial. A Proposta de Emenda à Constituição 186/19 foi duramente combatida pelo movimento sindical e servidores por conter diversos prejuízos para a população, bem como para a categoria.
A Proposta que retira direitos da categoria tem sido usada como forma de barganha para liberação do auxílio emergencial no valor de R$ 250. De acordo com o Dieese, o valor não é suficiente para comprar a cesta básica em 17 capitais analisadas pelo Departamento. No mês passado, a mais barata foi a de Aracaju (SE), de R$ 445,90; já a mais cara foi a de Florianópolis (SC), R$ 639,81, um pouco acima da de São Paulo (R$ 639,47).
Além disso, a PEC cria um rigoroso ajuste fiscal, com proibição de concursos, vetos a promoções e progressões nas carreiras dos Servidores, congelamentos salariais, extinção de vários fundos públicos relacionados a investimentos sociais, dentre outros retrocessos.
A Fenajud tem realizado um trabalho intenso de debate e mobilização com parlamentares e acredita a alguns meses e aponta que o momento é crucial para maior participação da base para impedir mais este retrocesso. A entidade disponibilizou um canal direto com os deputados, por meio do número de WhatsApp, onde é possível enviar mensagem cobrando posicionamento dos parlamentares contra a proposta. A Federação estimula ainda que servidores e servidoras promovam mobilização nas páginas dos deputados de seus estados nas redes sociais.
Foram 341 votos a favor e 121 votos contra o parecer do relator, deputado Daniel Freitas (PSL-SC), que recomendou a aprovação sem mudanças do texto vindo do Senado na semana passada. Houve 10 abstenções.
Articulação
O líder da Minoria, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou que “o Congresso brasileiro está apenas atendendo a decisão do governo e do ministro Paulo Guedes e impondo ao País, em nome de um auxílio de R$ 250, um profundo arrocho fiscal e a constitucionalização de tudo de ruim que esse ministro da Economia patrocinou desde a reforma da Previdência até hoje”.
A oposição tem obstruído os trabalhos desde o início das sessões, defendendo um auxílio de valor maior desvinculado de medidas de ajuste fiscal. A primeira leva de pagamentos do auxílio chegou a R$ 292 bilhões para cerca de 68 milhões de pessoas, em duas rodadas: na primeira, foram pagas parcelas de R$ 600 por cinco meses; na segunda, chamada de “auxílio residual”, foram parcelas de R$ 300 durante quatro meses e com um público-alvo menor.
Destaques
O Plenário da Câmara dos Deputados reúne-se nesta manhã para analisar dez destaques apresentados ao texto-base da PEC Emergencial, aprovado ontem. A Proposta de Emenda à Constituição 186/19 permite ao governo federal pagar um auxílio em 2021 com R$ 44 bilhões por fora do teto de gastos e impõe mais rigidez na aplicação de medidas de contenção fiscal, controle de despesas com pessoal e redução de incentivos tributários.
A maior parte dos destaques apresentados, de partidos de oposição, pretende diminuir as restrições fiscais impostas e retirar o limite de R$ 44 bilhões para pagar o auxílio.
Segundo o governo, as parcelas da ajuda à população mais vulnerável serão de R$ 175 a R$ 375 por quatro meses (março a junho). Para a família monoparental dirigida por mulher, o valor será de R$ 375; para um casal, R$ 250; e para o homem sozinho, de R$ 175.
Votos por bancada partidária
Os únicos 2 partidos que foram unânimes na aprovação da PEC foram o Avante e o Patriota. PSDB (93,9%), Republicanos (93,8%), DEM (93,1%), Solidariedade (92,9%), PP (92,5%), PTB (90,9%) e PSC (90%) aparecem com maior percentual de aprovação da proposta entre seus deputados. Em número de votos, o PP (37), o PSL (36) e o PL (32) foram os que mais reuniram apoios à aprovação da PEC.
Votaram integralmente contra a proposta o PC do B, o Psol e a Rede. O partido que teve mais votos contrários à PEC foi o PT, maior bancada partidária de oposição na Câmara. Foram 49 votos contrários entre seus 52 deputados. O PSB (20 votos contrários) e o PDT (15 votos contrários) vêm na sequência. Fora do campo da esquerda, o PV (25%), o Pros (18,2%) e PSL (13,2%) foram as siglas que tiveram maior percentual contrário ao texto.
Confira AQUI como votou cada deputado e deputada.
Fonte: Federação Nacional dos Servidores do Poder Judiciário nos Estados - Fenajud com informações da Agência Câmara
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