Notícias nos Estados Publicado: 24/02/2022 | 07:29

SP: Audiência Pública eleva critica a reajuste diferenciado



Para o presidente da Fessp-Esp e do Sispesp, Lineu Mazano, é uma discrepância o governo conceder um índice diferenciado para o funcionalismo, que tantas perdas têm sofrido ao longo dos últimos anos. “Por si só, esse índice já é insuficiente. Para repor as perdas, o reajuste deveria chegar a pelo menos 40% de forma igualitária”.




O reajuste salarial anunciado pelo governador João Doria aos servidores do Estado foi o mote da audiência pública nesta segunda-feira, dia 21. Participaram parlamentares e lideranças sindicais.
Convocada pelo deputado Carlos Giannazi (Psol), a atividade expôs a indignação dos participantes diante da diferenciação imposta às categorias. De acordo com o governo, trabalhadores da saúde e segurança pública terão 20%, enquanto para demais setores o índice será de 10%. “O Projeto de Lei ainda não foi enviado para a Alesp”, assegurou o deputado Giannazi.

Para o presidente da Fessp-Esp e do Sispesp, Lineu Mazano, é uma discrepância o governo conceder um índice diferenciado para o funcionalismo, que tantas perdas têm sofrido ao longo dos últimos anos. “Por si só, esse índice já é insuficiente. Para repor as perdas, o reajuste deveria chegar a pelo menos 40% de forma igualitária”.

Mazano destacou que 10% sobre o salário base, pouco vai representar diante dos inúmeros descontos sofridos. “Devemos ficar alertas 24 horas acompanhando essa discussão e se for o necessário chamarmos uma reunião para buscar a unidade de ação. O governo tem prazo, ate o final de abril. Também cabe lembrar que um reajuste diferenciado dentro do poder executivo é inconstitucional. Portanto, estamos de olho”, afirmou o presidente da Fessp-Esp.

Ataques – Diretora de Assuntos Parlamentares da Fessp-Esp, Desirée Sepe de Marco, destacou o cenário de dificuldades vivenciado pelo sindicalismo. “Estamos numa campanha salarial muito difícil, em face da iniciativa do governo do PSDB em SP que visa a destruição do setor publico e atacar a dignidade do servidor”, lamentou Desirée, também é vice-presidente do Sindalesp (Sindicato dos Servidores Públicos da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Contas).


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Fonte: Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos no Estado de São Paulo - Fessp-Esp