Notícias nos Estados Publicado: 2/10/2023 | 05:37

SP: Governo de SP enrola Polícia Penal. Sindicato cobra reunião



O Sindicato dos Policiais Penais e Trabalhadores do Sistema Penitenciário Paulista (Sindcop) enviou ofício na última segunda-feira (25) ao secretário estadual da Casa Civil, Arthur Lima, pedindo a confirmação de reunião entre o governo e as entidades representativas da categoria no Estado.

Presidente do Sindcop, Gilson Barreto, visita Federação e garante apoio. Foto: Renato Luque/Assessoria de Imprensa Fessp-Esp


O Sindicato dos Policiais Penais e Trabalhadores do Sistema Penitenciário Paulista (Sindcop) enviou ofício na última segunda-feira (25) ao secretário estadual da Casa Civil, Arthur Lima, pedindo a confirmação de reunião entre o governo e as entidades representativas da categoria no Estado.

De acordo com o presidente do Sindcop, Gilson Barreto, o prazo dado pelo próprio governo para o encontro era setembro. Nesta sexta-feira (29) se encerra este prazo e, até o momento, não houve avanços no projeto de estruturação e valorização da carreira da Polícia Penal de São Paulo.

“Já tivemos três reuniões na Casa Civil, pela regulamentação da Polícia Penal. Lei orgânica, estatuto e subsídio. E o governo está nos devendo a apresentação do projeto que será encaminhado à Assembleia Legislativa (Alesp)”, explica Gilson.

O presidente do Sindcop revela que o secretário Arthur Lima informou às direções sindicais que o projeto deveria ser encaminhado à Alesp em setembro, mas isso não foi feito até agora.

“Seguimos aguardando o agendamento dessa reunião, para voltarmos a discutir esse projeto, antes que ele seja encaminhado à Alesp. O prazo quem deu foi o próprio governo. O que esperamos é que cumpram com o que foi conversado”, afirma o dirigente.

Defasagem – Gilson Barreto conta que, pela necessidade de regulamentação da carreira da Polícia Penal, o governador Tarcísio de Freitas preteriu a categoria e, desta forma, os salários não são compatíveis com as demais polícias. “Tarcísio deu aumento diferenciado às Polícias Militar e Civil, com a promessa de que esse reajuste seria repassado à Polícia Penal, assim que tivesse esse projeto do subsídio. E isso começa a gerar desconfiança na categoria. Em três reuniões que tivemos na Casa Civil, a conversa vem mudando o tom”, ressalta.

“Mesmo que nós tenhamos o status de Segurança Pública, o reajuste concedido foi o mesmo de Servidores Civis comuns. Mas o aumento dado aos policiais civis e militares foi diferenciado”, prossegue.
Enquanto o Sindcop aguarda um retorno do governo estadual, a convocação da categoria não está descartada. “Se vermos que há má vontade em negociar com os trabalhadores, iremos aos locais de trabalho e vamos convocar assembleias para decidir os próximos passos em conjunto”, conclui Gilson.

Apoio – O presidente da Federação dos Servidores do Estado de São Paulo, Lineu Mazano, reafirmou o apoio à categoria, em reunião realizada nesta quinta-feira (28), na sede da Fessp-Esp.

“Estamos acompanhando de perto este caso e damos total apoio aos trabalhadores do sistema penitenciário paulista. Seguimos apostando no diálogo, mas precisamos que o governo atenda aos Servidores”, afirma Lineu.




Fonte: Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos no Estado de São Paulo - Fessp-Esp