Destaques, Notícias, Notícias Internacionais Publicado: 19/11/2025 | 07:11

CSPB na COP30: ‘Sem serviço público forte, acordos da COP30 podem ir por água abaixo’



Diretor da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil reforça, em Fórum na COP30, que políticas ambientais dependem de quadros estáveis e valorizados para saírem do papel. Documento final do Fórum de Unidade Sindical da Amazônia Legal também repudia a Reforma Administrativa



Em um alerta contundente durante os debates do Fórum de Unidade Sindical da Amazônia Legal, integrado ao Encontro Nacional dos Trabalhadores na COP30, a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil - CSPB destacou que o sucesso de qualquer política pública discutida na conferência climática está intrinsecamente ligado à força e à capacidade do Estado em executá-las.


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Carlos Alessander “Carlão”, Diretor de Imprensa, Divulgação e Relações Públicas da CSPB, que participou ativamente dos debates. O líder sindial enfático ao relacionar a crise ambiental com a necessidade de se fortalecer os serviços públicos.

“É fundamental entender que, sem a ampliação e o fortalecimento dos serviços públicos, todos os esforços de debates e discussões na COP30 podem ir 'por água abaixo'”, afirmou Carlão. “As melhores propostas e políticas públicas que saírem daqui serão necessariamente executadas por servidores públicos. Esses profissionais que dependem de boas condições de trabalho, capacitação contínua e estabilidade para assegurar que estas ações de proteção ambiental não sejam ameaçadas, interrompidas ou descontinuadas por interesses políticos distintos, inclusive por ideologias negacionistas da ciência e da evidente crise ambiental resultante dessa negligência com a defesa do meio ambiente.”


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O posicionamento da CSPB foi contemplado no conteúdo da Carta de Compromisso do Fórum de Unidade Sindical da Amazônia Legal, relevante documento assinado pelas centrais sindicais durante o evento. O Fórum, que reuniu diversas entidades trabalhistas, teve como objetivo central aliar a defesa do meio ambiente com a garantia de direitos dos trabalhadores por meio de uma transição justa.


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A Carta, intitulada “Trabalho Decente na Amazônia para Além da COP 30”, declara que “a emergência climática é também uma emergência trabalhista. Sem trabalhadores protegidos, não há Amazônia viva. Sem sindicatos fortes, não há democracia. Sem justiça social, não há sustentabilidade. A floresta exige o povo em pé, com direitos, renda, trabalho decente e proteção social.”


Repúdio à Reforma Administrativa e serviço público como elemento indispensável ao desenvolvimento sustentável

No capítulo específico dedicado ao tema, a Carta do Fórum é taxativa ao “repudiar integralmente a Reforma Administrativa proposta pelo Congresso Nacional”. O documento afirma que a proposta “precariza serviços essenciais, aprofunda desigualdades regionais e enfraquece o Estado onde ele é indispensável”.

Nesse contexto, a defesa de um serviço público forte para uma transição justa e sustentável” é colocada como pilar inseparável da agenda climática. A visão é de que um Estado capacitado, com servidores concursados e valorizados, é a ferramenta imprescindível para implementar, de forma perene e técnica, as políticas de combate às mudanças climáticas e de desenvolvimento sustentável na região amazônica, indo além dos ciclos políticos.


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O Fórum também oficializou a criação do Conselho Sindical Econômico da Amazônia Legal, um organismo permanente que fará a articulação e o monitoramento das políticas econômicas, trabalhistas e ambientais na região, reforçando o compromisso de atuação para além do evento da COP30.


Clique AQUI e acesse a íntegra Carta de Compromisso do Fórum de Unidade Sindical da Amazônia Legal
 

Secom/CSPB