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Publicado: 28/11/2025 | 07:04
Relatório da CLATE revela como a América Latina está redefinindo seu futuro geopolítico

De reuniões entre Lula e Trump à ascensão da China, passando pela fragilidade do multilateralismo e o novo protagonismo sul-americano — o quarto Relatório Geopolítico da CLATE oferece uma radiografia contundente do que está em jogo no continente em plena transição de poder mundial.

Em meio a um cenário global em acelerada reconfiguração, a Confederação Latino-Americana e Caribenha de Trabalhadores Estatais - CLATE acaba de concluir seu mais completo e atualizado Relatório Geopolítico, um documento que vai muito além da análise de conjuntura: trata-se de um mapa estratégico para entender o que está acontecendo — e o que está por vir — na relação entre Estados Unidos, China, Brasil e o restante da região.
Lançado neste mês de novembro de 2025, no marco simbólico dos 20 anos da histórica rejeição à ALCA em Mar del Plata, o relatório não apenas rememora um marco de soberania regional, mas projeta suas consequências até os dias atuais — com destaque para:
- A reunião entre Lula e Trump na Malásia, em um contexto de guerra comercial acirrada e pressões tarifárias extremas;
- A cúpula Trump–Xi Jinping, onde a China impôs, pela primeira vez, uma negociação de igual para igual — com silêncios estratégicos (Taiwan, Rússia) e concessões limitadas;
- A virada asiática da política externa brasileira, com acordos inéditos em energia, biotecnologia e semicondutores com Indonésia, Malásia e Vietnã;
- A fragmentação da integração latino-americana, o fracasso do relançamento da UNASUL e o avanço chinês via infraestrutura — como o porto de Chancay e o corredor bioceânico Brasil-Peru;
- E o massacre no Rio de Janeiro, visto não como episódio isolado, mas como parte de uma estratégia de controle territorial que reativa a narrativa do “narcoterrorismo” para justificar intervenções e reforçar a influência norte-americana.
O relatório também chama atenção para um detalhe crucial:
“A política externa brasileira não está mais ancorada no multilateralismo tradicional — ela se bilateraliza, mesmo enquanto constrói um novo multilateralismo multipolar (BRICS+, OCS+, ASEAN).”
Esse movimento, segundo a CLATE, revela uma mudança de paradigma: a autonomia já não se busca por meio da diversificação dentro do sistema ocidental, mas pela inserção ativa — e soberana — em novos blocos de poder emergentes.
Relatório indispensável
O Relatório Geopolítico da CLATE não apenas um documento técnico ou acadêmico distante da realidade dos trabalhadores. É um instrumento de conscientização política estratégica, que liga geopolítica à defesa dos direitos laborais, à soberania alimentar, energética e digital — e ao futuro das políticas públicas na América Latina e Caribe.
Clique AQUI e leia a íntegra do documento
Secom/CSPB com CLATE
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