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Publicado: 5/02/2026 | 06:26
MT: Fessp-MT e Movimento Sindical Unificado discutem escândalo dos consignados e cobram responsabilização do governo de MT
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De acordo com levantamento apresentado durante a reunião, o esquema dos consignados provocou um prejuízo estimado em R$ 315 milhões, afetando diretamente mais de 20 mil servidores públicos em Mato Grosso.
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O Movimento Sindical Unificado realizou, nesta segunda-feira (2), uma reunião na sede da Federação Sindical dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso - Fessp-MT, em Cuiabá, para discutir os impactos do escândalo dos empréstimos consignados que atingem servidores públicos estaduais. O encontro foi coordenado pela Fessp-MT e contou com a participação de representações sindicais dos Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, e do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.
De acordo com levantamento apresentado durante a reunião, o esquema dos consignados provocou um prejuízo estimado em R$ 315 milhões, afetando diretamente mais de 20 mil servidores públicos em Mato Grosso.
Para a presidente da Fessp-MT, Carmem Machado, a situação é grave e exige respostas imediatas do Estado. “Os servidores foram induzidos a uma verdadeira armadilha financeira, que resultou em dívidas exorbitantes. É uma situação vergonhosa e inadmissível”, afirmou. Segundo ela, a federação e os sindicatos já buscam soluções na Justiça. “O advogado Pedro Taques tem apresentado balanços detalhados desse escândalo envolvendo os consignados dos servidores de Mato Grosso”, completou.
Durante a reunião, representantes dos servidores dos Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, e do Tribunal de Contas, apresentaram depoimentos consistentes ao advogado Pedro Taques, reforçando informações fundamentais e trazendo à tona as dificuldades enfrentadas pelos servidores públicos.
O presidente do Sintep-MT, Henrique Lopes, destacou que os prejuízos vêm se agravando. “Após anos de arrocho salarial imposto pela gestão Mauro Mendes, muitos servidores ativos e aposentados foram empurrados para os empréstimos consignados. Agora, além do prejuízo financeiro, enfrentam danos morais, sendo inclusive acusados injustamente de litigância de má-fé”, ressaltou.
Irregularidades generalizadas
Convidado para prestar esclarecimentos, o advogado Pedro Taques, do escritório AFG & Taques, reafirmou que as irregularidades identificadas no caso da empresa Capital Consig não são fatos isolados. Segundo ele, problemas semelhantes foram encontrados em contratos firmados com 12 empresas consignatárias que atuavam no sistema estadual.
“O que se constatou foi um modelo de atuação repetido, com graves falhas de fiscalização, resultando em prejuízos massivos aos servidores”, afirmou o advogado. Taques também reforçou a responsabilidade do governo do Estado, que, segundo ele, falhou ao fiscalizar os contratos e ao agir de forma célere para proteger os servidores. “A omissão permitiu a continuidade e a ampliação de práticas abusivas”, pontuou.
Atuação jurídica e providências adotadas
A FESSP-MT e seis sindicatos ingressaram com denúncias e representações em diversas instâncias, entre elas:
- Ministério Público Federal (MPF), por possíveis crimes de competência federal;
- Ministério Público Estadual (MPMT), para apuração em inquéritos civis e policiais;
- Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), visando a análise das irregularidades contratuais;
- Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), levando o tema ao debate político;
- Banco Central do Brasil, diante da ausência de autorização de consignatárias para atuarem como instituições financeiras
Situação atual
Em fevereiro de 2026, os processos relacionados aos consignados seguem em tramitação nas esferas administrativa e judicial. Já houve bloqueio de descontos em folha e pedidos de anulação de contratos considerados irregulares. Também foram impostas restrições judiciais para evitar a divulgação de nomes sem provas, sob pena de multa.
O movimento sindical mantém a mobilização e a pressão pública para que o governo do Estado assuma sua responsabilidade e atue com mais transparência.
“Os servidores públicos querem justiça. Querem que o governo de Mato Grosso dialogue, seja transparente e resolva a questão da RGA, e esse golpe dos consignados, que continua penalizando milhares de trabalhadores”, concluiu a presidente da FESSP-MT, Carmem Machado.
Fonte: Federação Sindical dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso - Fessp-MT
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